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A humanização do ensino é um tema essencial na educação contemporânea, especialmente diante de um mundo marcado por avanços tecnológicos, desigualdades sociais e desafios emocionais. Humanizar a prática educativa coloca o aluno no centro do processo de aprendizagem, reconhecendo-o como um ser completo, com sentimentos, valores, cultura e história. Mais do que transmitir conteúdos, o papel da escola passa a ser o de formar cidadãos conscientes, empáticos e críticos, capazes de compreender e transformar a realidade em que vivem.
O professor assume, nesse contexto, papel de mediador do conhecimento e de facilitador de experiências significativas. A relação entre educador e estudante se baseia no diálogo, no respeito e na escuta ativa, elementos que fortalecem o vínculo e tornam o ambiente escolar mais acolhedor. Quando o aluno se sente valorizado e compreendido, seu engajamento e seu desempenho aumentam. Assim, a humanização do ensino não é apenas uma questão de afeto, mas também de eficácia pedagógica.
Cada estudante possui um ritmo, um contexto e uma forma própria de aprender. Promover uma educação humanizada é também promover a inclusão, respeitando as diferenças, valorizando as potencialidades e oferecendo condições para que todos possam se desenvolver plenamente.
A humanização do ensino também está ligada à dimensão socioemocional da educação. Trabalhar valores como empatia, solidariedade, responsabilidade e respeito contribui para o equilíbrio emocional e para a formação de indivíduos mais preparados para lidar com os desafios da vida em sociedade.
O desenvolvimento das competências socioemocionais deve caminhar lado a lado com o aprendizado acadêmico. Iniciativas públicas são de suma importância. A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, por exemplo, lançou a cartilha "Desenvolvimento Socioemocional e Aprendizagem", em parceria da Célula de Saúde Mental e Práticas Sistêmicas Restaurativas do Comitê de Responsabilidade Social e da Célula de Psicopedagogia do Departamento de Saúde e Assistência Social, demonstrando que todos podem e devem abraçar essa importante causa.
Humanizar o ensino é, portanto, reafirmar o sentido da educação como prática de liberdade, como defendia Paulo Freire. Trata-se de educar para o diálogo, para a escuta e para a construção coletiva do saber. Em um tempo em que o ritmo acelerado e a tecnologia muitas vezes afastam as pessoas de sua própria humanidade, o ensino humanizado surge como um resgate necessário: um convite a olhar o outro, a compreender o mundo com sensibilidade e a aprender com propósito – base de uma educação transformadora e verdadeiramente humana.