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Secretaria de Saúde confirma 240 casos suspeitos de cepa brasileira no Ceará

Segundo o secretário, há indícios de transmissão comunitária da variante

Foto: Divulgação

O secretário de Saúde do Estado, Dr. Cabeto, confirmou que há 240 casos suspeitos da nova cepa brasileira, sendo 16 “praticamente confirmados”. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 1º, em vídeo enviado para a imprensa. Nele, o secretário também indicava que já havia indícios de que há uma transmissão comunitária da cepa - quando já há confirmação de casos sem a possibilidade de rastrear a infecção. 

O Ceará havia confirmado a nova cepa no começo de fevereiro, em três homens de mais de 60 anos, sendo dois viajantes e um já suspeito de transmissão comunitária. As análises dos casos suspeitos estão sendo realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e deve revelar as análises das novas confirmações em breve. 

No vídeo, o Dr. Cabeto também falou sobre a situação do Estado, que está cada vez mais preocupante. Nesta segunda-feira, o Estado estava com 179 dos 184 municípios com risco “alto” ou “altíssimo” do novo coronavírus. O Estado também estava com 91,94% dos leitos ocupados, mesmo com a criação de novos leitos. A porcentagem que vem preocupando as autoridades de saúde, visto que, em outubro de 2020, o número estava estável em 60%. 

"O fim de semana foi muito duro. Tivemos um grande número de pacientes nas UPAs para transferir para nossas unidades, que fez com muita competência a ampliação do seu número de leitos. No sábado à noite, foram quase 50 pacientes transferidos durante a madrugada para nossas unidades. O número não passa de crescer. Temos um número cada vez maior atendido nas UPAs, na atenção básica… Isso força o sistema. Nós precisamos mais uma vez da ajuda e colaboração de todos", declara o secretário, ressaltando que os profissionais de saúde estão exaustos. 

A nova cepa

Encontrada em Manaus - e em outras localidades, inclusive no Japão, de pessoas que vieram do Brasil -, a nova variante brasileira foi denominada de P1 por cientistas de diversas instituições e estima-se que seja uma das responsáveis pelo colapso de saúde pública de Manaus em janeiro de 2021.

As mutações de vírus são esperadas em uma pandemia, quando a doença é passada de uma pessoa para a outra. Entretanto, a nova cepa vem se mostrando mais infecciosa que o primeiro coronavírus identificado. 

Ainda não há pesquisas suficientes para confirmar outras informações sobre o novo vírus. Para tais respostas, são necessárias mais amostras e novos estudos para de fato compreender o nível de transmissão da variante, a letalidade e se ela é ou não resistente às vacinas já existentes.

 

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