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"Só tinha eu", lamenta Lázaro Ramos sobre atores negros na década de 90

 

 

Lázaro Ramos, de 47 anos, olha para trás com consciência social e racial da importância do espaço que ocupa atualmente no cenário artístico. "No começo, havia uma solidão, só tinha eu (de negro) nos elencos", contou.

 

O racismo, inclusive, foi amplamente abordado no programa “Espelho”,  que ele apresentou na década de 90. "A gente falava desse assunto quando ele não estava na pauta (social). Muita gente deu a primeira entrevista lá no 'Espelho'. Felizmente, hoje essa discussão está espalhada em outros lugares. Minha formação foi reconhecer a importância de falar sobre esse assunto e entender o poder que a comunicação e que a arte têm para educar as pessoas, informar e sensibilizar", declarou ao Splash.

 

A presença de artistas negros de várias gerações em produções de TV, teatro e cinema é um alívio para ele. "Às vezes, eu fico em silêncio só desfrutando desse encontro. A gente tem a Dona Zezé Motta, o Hilton Cobra, que são de uma geração anterior à minha. Depois, tem a minha geração, e logo chegam atores mais jovens. Um alimentando o outro, trocando experiência, falando do que viveu e das estratégias que precisou criar em momentos diferentes", concluiu. Um orgulho nacional!

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