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Daniele Holanda – do Snapchat, para o mundo

Em toda boa high society que se preze, sempre há algumas personalidades que se sobressaem seja pela irreverência, seja pela excentricidade, seja pela vibe peculiar. Daniele Holanda – ou Dani, para os mais próximos – é uma delas. Considerada a Rainha do Snap por seus seguidores na rede social dedicada a vídeos efêmeros, a loira, que é formada em Pedagogia, divide o tempo de sua rotina entre o comando da Academia Central do Corpo e os momentos em que é mãe, esposa, filha e amiga. Encante-se com ela na entrevista da semana da coluna Frisson!

Quem te segue no Snap sabe como sua rotina é agitada. Basicamente, como é seu dia a dia?

Além de empresária, sou mãe, esposa, amiga, filha e estou começando um trabalho social com crianças da favela do Gengibre.

Bacana! Você se considera uma mulher vaidosa?

Sou uma mulher cuidadosa comigo mesma. Não sou vaidosa exageradamente. Mas gosto e curto me cuidar. E preservar aquilo que Deus me deu: meu corpo, meu ser, minha alma.

Como a vaidade, então, se expressa em sua vida física, mental e espiritual?

Do corpo, eu cuido treinando e praticando esportes. Da alma e da mente, eu cuido rezando. E do visual, eu cuido fazendo alisamento nos cabelos, fazendo massagens, procurando estar bem comigo mesma. Porque eu acho que o exterior reflete o que está dentro da gente. Quando a gente está bem, reflete essa imagem boa, alegre, feliz e bonita!

Não sei como arranja tempo para fazer isso tudo...

Realmente, eu trabalho muito. Meus filhos já estão grandes. São todos homens! Eu tenho um de 26 e um de 19 anos. Um mora nos Estados Unidos, faz faculdade lá. E o outro trabalha comigo na academia. Então, todo mundo aqui trabalha muito. Convivemos mais no final de semana, que é quando decidimos ficar juntos em família.

Você se sente bem estando “sempre” na academia?

Eu amo ficar no ambiente da academia, até porque a academia tem essa vibe, essa energia e essa alegria... É um lugar super gostoso e prazeroso. As aulas são muito divertidas. Os professores são super bem treinados para realmente agregar aos nossos alunos. Então, todo mundo se sente muito bem na nossa academia. Nosso diferencial é esse!

De quais exercícios você mais gosta?

Meus exercícios preferidos são crossfit, musculação e dança. São os que eu estou fazendo atualmente!

Deixando o lado pessoal um pouquinho de lado. Impossível não falarmos do período difícil pelo qual passa o Brasil. Como você analisa tudo isso?

O atual momento do nosso País é confuso, é triste. Um país tão lindo, com tantas belezas naturais e com gestores tão mesquinhos, tão corruptos, tão egoístas. É triste, muito triste!

Falando francamente: a crise afetou seu negócio?

Graças a Deus, academia não é um setor que tenha sido muito abalado pela crise porque as pessoas não deixam de treinar. Agora, realmente, sobre os nossos valores, nós não aumentamos por causa da crise. Estamos ganhando menos, mas as pessoas não estão deixando de treinar, até porque precisam realmente de um local que você vá lá para receber uma energia boa, mudar a vibe. Então, a gente reage treinando ainda mais os nossos profissionais para que os nossos alunos se sintam super bem na nossa academia, super felizes. Tem dias que a academia é um parque de diversões ou uma loja da Channel com cartão ilimitado. É assim que eu gosto que as pessoas se sintam na academia: super felizes, super bem, sintam prazer na academia. Estamos reagindo à crise fazendo várias ações, fazendo vários eventos diferentes, como o Pedalando nas Alturas, com 120 bicicletas em um heliponto, onde a aula parece que estamos voando!

Dani, você é uma graça! Impossível não rir quando comparou com a Channel... E como reage à concorrência?

Sendo mais rápida do que os concorrentes!

Planejamento para o futuro. Qual?

Levar a academia para o exterior são nossos planejamentos para os próximos anos. Já queremos começar em setembro com um grupo de alunos fazendo essa experiência fora do País.

Ousada a iniciativa! E para fugir da rotina, qual o destino?

Eu curto muito ir para a serra de Guaramiranga com minha família. Eu curto sair com meus amigos íntimos, “íntimicíssimos”. Eu curto ler, ver filmes e assistir às palestras do TED.

Agora, vamos falar de um tema leve e, ao mesmo tempo, bem humorado. Você é considerada The Queen of Snap. Conta para a gente como começou isso tudo!

“The queen of Snap”! Muito engraçado isso! Sugar, eu comecei a fazer Snap porque eu sempre amei vídeos. Eu fazia vídeos e ficava enviando para minha família. Sempre adorei fazer vídeos de tudo, até tias no caixão eu filmei. Que horror isso, né?! (Risos) E aí, um amigo me disse que tinha surgido esse aplicativo, o Snapchat, e que eu ia amar porque era a minha cara. Comecei a fazer e a brincar dizendo que era a “rainha do Snap”. Falei tanto, e acreditei tanto eu era, que as pessoas começaram a acreditar e a falar que eu era a rainha do Snap. Mas só porque eu falei, pois nós somos aquilo que nós acreditamos ser. E daí começou a brincadeira. Mas eu não sou rainha de nada, sugar... (risos)!

Ok, mas e o início de fato. Como se deu?

Comecei a fazer por diversão, quando meu amigo me apresentou. E para me divertir. Eu comecei a curtir. Acho que o Snap é uma excelente ferramenta para perder o medo do ridículo. Muitas vezes, não postamos algo com medo do que o outro vai achar.

Mas você parece que não está nem aí para o que vão pensar ou falar de você. Como se diz atualmente, você parece que está sempre “de boas”, não se importando com a opinião alheia. É isso mesmo, Dani?

Então, essa libertação da imagem é fantástica! Eu também uso muito para trabalho social e consigo muitas ajudas com isso. Sempre gostei de compartilhar as coisas boas da vida, não de uma forma exibicionista ou para gerar inveja, mas para mostrar o lado bom da vida, o lado positivo, que podemos ser felizes!

E as outras redes sociais?

Nunca fui muito conectada com as mídias sociais. Sou muito comunicativa e gostei do Snap exatamente por isso. Gosto de fazer amizades e conheci muitas pessoas através do Snap!

Para você, o que pode e o que não pode ter no Snapchat?

Pode ter bom humor, pode ter alegria, podem ter ensinamentos, pode ter besteirol, pode ter moda. Assim como Youtube, você encontra pessoas falando sobre angústia, sobre vida, sobre várias coisas. Acredito que o Snap vai ter canal de empreendedorismo, de gestão, psicologia, de moda. Isso tudo pode, isso tudo é maravilhoso. Tudo que é ensinamento e diverte é legal. O que não pode ter é exibicionismo e frescura. E o que não pode ter é exibicionismo, frescura, gerar inveja nos outros. Deixar os outros menosprezados ou se colocar melhor do que o outro, isso não pode, é ridículo. Quem faz isso está fadada ao fracasso!

Para finalizarmos, o que é a vida para você? O que é viver?
É viver e não ter a vergonha de ser feliz. Buscar ser feliz! Minha matemática é Dani é igual a ser feliz! Levar essa felicidade, levar esse amor, que, para mim, se resume a uma palavra, que é Deus, para as pessoas isso me dá muito prazer. Trabalhar com essa missão de amar e levar felicidade para as pessoas de um país que está tão triste, com uma gente tão angustiada com a situação atual. Então, quando acordo de manhã e penso nisso, eu quero amar mais, abraçar mais, dar bom dia com toda alegria, falar com todas as pessoas que passam por mim. Falar com alegria me dá muito prazer!

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