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Débora Mangabeira

A beleza de mãos dadas com a novidade.

A estilista veio à capital cearense, recentemente, para conhecer a nova parceira da sua marca, a empresária Gaída Dias. Ela aproveitou a visita para bater um papo com a coluna Frisson. Débora Mangabeira é famosa por seus tricôs. Com senso de estilo apurado, produz moda que prima pelo bom gosto. A estilista foge das obviedades, oferecendo roupas que unem jovialidade e contemporaneidade.

Você fazia faculdade de Direito em Brasília e, de repente, descobriu a moda em sua vida? Como isso aconteceu?

Acho que, para quem mora em Brasília, o Direito sempre acaba sendo a opção mais fácil. Mas, logo que iniciei o curso, senti que jamais me identificaria e tomei a decisão de ir atrás dos meus sonhos.

Por que a decisão de seguir para Milão, na Itália?

Tinha três opções iniciais: Nova York, Milão e Paris. Acabei decidindo por Milão pela língua italiana, que tinha muita vontade de aprimorar.

Fala um pouco da experiência adquirida no Istituto Marangoni...

O Istituto Marangoni é extremamente preparado e rígido. Foram anos de amadurecimento em todos os aspectos, tanto pessoal como profissional.

Aos 28 anos, você já é referência no Brasil quando o assunto é tricô. O que isso representa pra você?

Me sinto extremamente lisonjeada. Mas, ainda temos um longo caminha para ser referência. Sinto que, com bastante dedicação, temos conseguido conquistar um ótimo espaço e espero que isso só evolua.

O trabalho com entrelaçamento de fios foi sempre sua primeira opção de trabalho? Você já trabalhou com outro tipo de produção?

Na primeira coleção da marca, além do tricô, trabalhávamos com tecido plano e couro. Aos poucos exclui o couro e, eventualmente, incluí alguns outros tecidos nas coleções, como foi o caso do neoprene nas duas ultimas. Mas, hoje, o tricô domina 70% das coleções.

Você recebeu alguma influência para o seu trabalho?

Tudo que está à minha volta acaba por me influenciar. Obras de arte, pinturas, arquitetura, lugares que viajo, tudo que me chame a atenção de alguma forma.

Qual a participação da Vogue na sua carreira?

A Vogue foi a primeira grande revista a apostar na marca. Me sinto lisonjeada em sentir um reconhecimento tão gratificante de um veículo que tanto admiro. Foi ela que começou a rotular a D.M. como uma marca de tricô e isso me estimulou a, cada vez mais, investir nesse tipo de matéria prima.

Como as it girls contribuíram para a sua trajetória de sucesso?

Elas são grandes formadoras de opinião. Acho que, hoje, representam uma das formas mais rápidas e eficientes de divulgação. Tê-las como parceiras e admiradoras do meu trabalho é sempre muito gratificante.

Você tem planos de abrir loja e e-commerce próprio?

Ainda não. Esses são planos futuros ainda, mas a longo prazo. Estamos muito bem representados nas multimarcas que são nossas parceiras. Por enquanto, pretendemos continuar desenvolvendo um ótimo trabalho junto a elas.

Como você comercializa suas peças no Brasil e exterior? São quantas multimarcas?

Hoje são 15 multimarcas parceiras espalhadas pelo Brasil e um e-commerce no exterior, que ainda temos uma presença muito pequena, com os acessórios, mas estamos crescendo.

Hoje, seus pulôveres, ponchos e looks vestem as mulheres das altas-rodas de São Paulo e de outras capitais. Como você analisa a sua ascensão e de sua grife?

Trabalhamos passo a passo no amadurecimento da marca. É muito importante ver a boa aceitação das pessoas. Isso nos dá ainda mais incentivo para melhorar e buscar sempre um produto incrível para nossas clientes.

È verdade que você está entrando no mercado norte-americano? Como se dará essa parceria?

É verdade sim. Estamos trabalhando para expandir a marca. Mas, tudo ainda é muito recente. Hoje, temos uma plataforma internacional vendendo os nossos acessórios e, em breve, devemos ter nossas pecas em algumas lojas do mercado americano.

Por falar em parceria, fala um pouco da sua união com a empresária Gaída Dias no Ceará.

É um prazer ter como parceira a Gaída. A loja é linda e tem um incrível mix de produtos. Temos certeza que é o inicio de uma parceria de sucesso.

Como o Ceará pode contribuir de alguma forma no seu trabalho de criação?

Adoro o Nordeste brasileiro e sua beleza natural, sem contar o clima delicioso durante todo o ano. É inspirador e desafiante desenvolver peças de tricô que agradem ao público cearense, que sei que sempre procura por peças mais leves. Estamos, cada vez mais, tentando provar o quanto o tricô é sim adaptável a todos os climas, tirar o paradigma de que só pode ser invernal.

 

Quais os hits do momento e as tendências para as próximas estações?

Aposto muito nas croppeds e em peças listradas de tons fortes.

Você afirmou uma vez que o brasileiro só reconhece uma marca daqui quando ela começa a fazer sucesso lá fora. No seu caso, não foi bem assim. Continua pensando dessa forma?

Ainda acredito que a maioria ainda se fecha para o que é novo no mercado interno. O que já faz sucesso fora é enxergado com mais credibilidade de forma geral, mas fico muito feliz com o reconhecimento que venho recebendo e com a expansão da marca.

Quais as suas principais características como mulher e como profissional?

Acho que me definiria como uma mulher bastante determinada. Sempre soube o que quis e venho construindo isso aos poucos. Procuro não ter pressa e ser paciente com a correria do mundo.

Você se mostra uma pessoa inquieta, sempre em busca do novo? Isso é verdade?

Sou inquieta em relação à vida profissional, mas não abro mão dos meus dias de lazer e dos momentos em que posso relaxar. Eles também são prioridade em minha vida.

Como você lida com o sucesso profissional com tão pouca idade?

cho que ainda tenho muito a buscar e conquistar, mas me sinto muito satisfeita e feliz com o reconhecimento que conquistei até agora.

Quais os planos para o futuro em termos profissionais e pessoais?

Expandir a marca para o mercado de exportação. Atualmente, meu foco é o mercado americano.

Com tantos compromissos, como você aproveita as horas livres de trabalho?

Procuro estar com a minha família, e sempre que possível ir à praia. Para mim, não há nada mais revigorante que observar o horizonte do mar.

Pingue-pongue...

Uma qualidade...  A Determinação

Um defeito... Sou muito desatenta. Acabo sempre esquecendo alguns objetos pessoais em lugares aleatórios.

Um sonho... Ver a DM mundialmente reconhecida

Uma mania... O celular. Não consigo ficar muito tempo sem checá-lo. Me sinto bem quando viajo para lugares em que o aparelho não pega, pois me sinto um pouco mais livre. Por mais que goste de tecnologia, acho que estamos ficando cada vez mais dependentes. Não sei até que ponto isso é positivo.

Família... meu porto seguro.

Deus... é energia.

Amor... essencial.

Um lugar pra viajar... Nova York.

Seu trabalho... minha realização.

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