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Fotos: Lino Vieira
O presidente estadual do partido União Brasil e ex-deputado federal, estadual e vereador Capitão Wagner confirmou, nesta sexta-feira (5), sua pré-candidatura ao Senado pela federação União Progressista, que reúne União Brasil e Progressistas. Em conversa com o jornalista Tiago Lima, o político detalhou as articulações para a eleição de 2026 e falou sobre alianças, segurança pública e o mandato de sua esposa, Dayany Bittencourt.
Pré-candidatura ao Senado e articulação partidária
Com quatro meses de eleições, Capitão Wagner disse que "está na hora das definições ocorrerem" e que colocou seu nome à disposição da direção nacional do partido.
"A gente está exatamente a quatro meses da eleição. Então, está na hora das definições ocorrerem. Coloquei meu nome à disposição para que o Ciro [Gomes] e a Nacional do partido pudessem tomar a decisão, e, tanto o Ciro, quanto a Nacional da Federação, que hoje é o presidente da Federação União Progressista, que junta União Brasil e Progressistas, querem que eu concorra ao Senado".
O pré-candidato afirmou que pesquisas o mostram "muito bem posicionado" e que isso é um fator importante na decisão.
Nas pesquisas que têm se apresentado, o nosso nome está muito bem posicionado. São duas vagas, é outro fator também deve ser colocado na balança. E por tudo isso, a gente está assim com o nome lançado: a pré-candidatura ao Senado.
As convenções partidárias ocorrerão em julho, mas o desenho atual é: Capitão Wagner para o Senado e Ciro Gomes para o Governo do Estado.
A segunda vaga de Senado: Alcides Fernandes ou Priscila Costa?
O PL indicará a segunda vaga de Senado. Capitão Wagner disse que, segundo lideranças locais, Alcides se fortalece como pré-candidato, embora Priscila Costa também reivindique a vaga com apoio do presidente nacional do partido.
"Pelo menos com as lideranças locais, é que o Alcides se fortalece, já está indo pros eventos com o Círio como pré-candidato ao Senado. A Priscila tem insistido na rede social e nas viagens que ela faz a Brasília, que também tem o apoio do presidente nacional do partido da ex-primeira dama".
Aproximação com Ciro Gomes: de divergências ao mesmo palanque
Capitão Wagner detalhou como começou a aproximação com Ciro Gomes, após "divergências bem duras" e anos em "campos opostos".
"Divergências bem duras, né? A gente esteve durante muito tempo em campos opostos. Logo após o primeiro turno da eleição de Fortaleza em 2024, a gente reuniu ali o grupo de oposição, conversei com Roberto Cláudio, conversei com Sarto, o Reginauro, estive com o Tasso, e o Tasso convidou para um café lá no escritório dele. Chegando lá, o Ciro estava, cumprimentei, a gente conversou um pouco e daí por diante a gente passou a tentar desenhar uma aliança primeiro para apoiar o André no segundo turno aqui em Fortaleza, e, posteriormente, para construir um projeto para a eleição agora em 2026".