AstraZeneca e Oxford retomam testes de vacina do coronavírus nesta segunda

Apesar do retomo, o laboratório não detalhou sobre os motivos que o levaram a parar ou qual teria sido o efeito colateral

Foto: Divulgação

Após interromper testes por “reação adversa”, o laboratório AstraZeneca retomou nesta segunda, 14, os ensaios da vacina do novo coronavírus. O retorno foi garantido após confirmação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de que era seguro retomar com os testes.

Apesar do retomo, o laboratório não detalhou sobre os motivos que o levaram a parar ou qual teria sido o efeito colateral. 

Os procedimentos foram suspensos em todo o mundo na última terça-feira, 8, após uma “reação adversa” em um dos voluntários do Reino Unido. O laboratório, patrocinado pela universidade inglesa Oxford, também realiza testes no Brasil, nos Estados Unidos, na Índia e na África do Sul.

“A AstraZeneca está comprometida com a segurança dos participantes do estudo e os mais altos padrões de ética e boas práticas em estudos clínicos. A empresa continuará a trabalhar com as autoridades de saúde em todo o mundo e orientará quando outros testes clínicos poderão ser retomados para fornecer a vacina de forma ampla, equitativa e sem lucro durante esta pandemia”, informou o laboratório, em nota oficial divulgada à imprensa. 

O laboratório segue em fase 3, quando é testada a eficácia e a segurança das vacinas em seres humanos. É a última antes da distribuição. Os resultados da fase 1 e 2 da vacina foram publicados na revista Lancet no dia 20 de julho e indicava que todos os efeitos colaterais nos 1.077 voluntários do Reino Unido, que foram entre dores de cabeça e febres, foram considerado leves. 

A vacina em questão é feita a partir do adenovírus - vírus inativado e sem potencial de dano - com um fragmento da proteína do Sars-CoV-2 - vírus do coronavírus. Injetado no corpo humano, a perspectiva é que o sistema imunológico produza anticorpos para combater a proteína da Covid-19. O RNA, que potencialmente poderia causar a doença, não é injetado. 

Além do AstraZeneca, outros laboratórios estão realizando testes em parceria com o Brasil. O laboratório chinês Sinovac está testando uma vacina no Brasil com ajuda da Universidade de Brasília (UnB) e também segue na fase 3.

 

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