AstraZeneca e Oxford suspendem testes de vacina de coronavírus no Brasil após “reação adversa”

Já em fase 3 de testes no Reino Unido, nos Estados Unidos, no Brasil, na Índia e na África do Sul, a vacina era uma das principais apostas do Governo Brasileiro para a vacina.

Foto: Divulgação

O laboratório AstraZeneca, que vem desenvolvendo uma vacina contra o novo coronavírus em parceria com a Universidade de Oxford, suspendeu os testes do medicamento após uma “reação adversa”. O fármaco, que também estava sendo testada no Brasil por meio da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo),  já estava em seu estágio final. 

Em comunicado enviado para CNN, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por autorizar os testes da vacina no Brasil, confirmou que já foi notificada sobre a suspensão. O pedido teria acontecido após um efeito colateral em um dos voluntários no Reino Unido. 

Ainda segundo o comunicado, o laboratório ressalta que está trabalhando para não se atrasar no cronograma da vacina. “Como parte dos testes globais controlados e randomizados em andamento da vacina de Oxford contra o coronavírus, nosso processo de revisão padrão desencadeou uma pausa na vacinação para permitir a revisão dos dados de segurança. Esta é uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos ensaios, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos ensaios”, diz o texto. 

Já em fase 3  de testes no Reino Unido, nos Estados Unidos, no Brasil, na Índia e na África do Sul, a vacina era uma das principais apostas do Governo Brasileiro. Os resultados da fase 1 e 2 do medicamento foram publicados na revista Lancet no dia 20 de julho e indicava que todos os efeitos colaterais nos 1.077 voluntários do Reino Unido, que foram entre dores de cabeça e febres, foram considerado leves. 

A vacina em questão é feita a partir do adenovírus - vírus inativado e sem potencial de dano - com um fragmento da proteína do Sars-CoV-2 - vírus do coronavírus. Injetado no corpo humano, a perspectiva é que o sistema imunológico produza anticorpos para combater a proteína da Covid-19. O RNA, que potencialmente poderia causar a doença, não é injetado. 

Além do AstraZeneca, outros laboratórios estão realizando testes em parceria com o Brasil. O laboratório chinês Sinovac está testando uma vacina no Brasil com ajuda da Universidade de Brasília (UnB) e também segue na fase 3.  

 

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