Padre marca Celebração da Maconha com entrega de sementes da erva para participantes

Sacerdote incentiva paroquianos participarem da Marcha da Maconha

Padre é conhecido dos grupos que militam pela liberação da Maconha 

A preparação do Natal na Igreja de São Francisco de Assis, em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo, na Diocese de São Miguel Paulista, contará com uma Celebração da Maconha, como prometido pelo Padre Ticão, pároco,  há alguns meses. O encontro já tem data marcada, dia 6 de dezembro, e recebeu o nome  de " Celebração do Óleo da CANNABIS Medicinal e de todas as Plantas e Terapias que curam". 

 

Entre as intenções dessa celebração está o agradecimento pelos quatro  cursos da Cannabis Medicinal realizados pela paróauia entre  2019 e 2020,  aonde passaram mais de 10 mil pessoas. "Em Março de 2021 teremos o início do 5º curso", adianta a divulgação do culto verde que será ecumênico. 

 

"É nosso profundo desejo que nesta Celebração possamos entregar as Sementes da Cannabis Medicinal para as Famílias que necessitam do Óleo e desejam plantar", diz a mensagem que circula nas redes sociais assinada pelo Padre Ticão. O sacerdote ainda pede aos interessados em participar  da Celebração, segundo essa mesma mensagem, que levem pacotinhos de 15 a 20 sementes para distriuição. O texto finaliza com a aclamação, "Viva a Santa Erva"!

 

Em 2019, o padre convidou paroquianos para participarem da Marcha da Maconha, segundo reportagem da revista Carta Capital, que também informou a palestra sobre associativismo canábico feita pelo advogado Fernando Silva, conhecido como Profeta Verde, um dos organizadores da Marcha da Maconha, no curso paroquial sobre a maconha. 

 

A expressão “Não vou dizer que Deus é maconheiro, eu realmente não sei. Mas com certeza ele é cannabista" é de autoria desse padre, onipresente nos sites e movimentos pró-maconha que tentam, em sua última investida, a  aprovação do parecer (Substitutivo) do  Projeto de Lei nº 399/2015, apresentado em regime de urgência por um grupo parlamentar durante a pandemia do novo coronavírus. Nele, estão previstas as possibilidades de plantio, processamento, pesquisa, produção e comercialização de produtos à base de maconha para fins terapêuticos e não terapêuticos – bolos, pirulitos, biscoitos e balas, por exemplo.

 

No episódio Cannabis e cristianismo do podcast  santa cannabis, o sacerdote membro da Diocese de São Miguel Paulista não poupa elogios à maconha deferindo a ela adjetivos como "planta divina" e "santa erva". Na mesma entrevista, o padre critica o uso de agrotóxicos nas plantações, mas apresenta alguns elementos da maconha como benéficos ao ponto de auxiliarem na cura de "tumor no cérebro". 

 

Segundo o padre, mais de 2 mil pessoas participaram do curso paroquial sobre a maconha, que agora acontece de forma virtual por conta da pandemia. Quando presencial, os participantes bebiam antes um caldo verde, tudo feito sempre em referência à erva, considerada como "fantática", pelo padre. "Quando a gente ouve  ainda que a cannabis destrói os neurônios...Mas, a cannabis, pelo contrário, ela restaura até os neurônios das pessoas", argumenta o padre no podcast. 

 

"Estamos defendendo uma criação de Deus, que é a cannabis. Claro que a maconha foi demonizada durante setenta nos. Eu até brinco quando falam com preconceito sobre a cannabis, 'olha gente, quem colocou o demônio na maconha que o tire, não fui eu que coloquei'. Eu sempre tenho e a terei como uma erva santa", devociona. Padre Ticão pediu na entrevista que quem tivesse sementes da cannabis o repassasse pois toda sexta-feira ele entrega de 10 a 15 sementes por família. "Vamos explicando como planta, como faz o óleo ou o extrato, e assim por diante", confessa. 

 

O padre também ensina como fazer uma associação para o plantio da maconha medicinal e como cumprir a desobediência civil transparente. Ticão conta que o Brasil poderia ganhar muito com o cultivo da maconha e que Pernambuco teria as melhores terras para a plantação. Ainda segundo o padre, militantes de Pernambuco lhe avisaram que plantarão a erva em São Paulo, na cidade de Holambra, em três canteiros. 



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