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A Polícia Civil de São Paulo investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado recursos provenientes do tráfico de drogas para investimentos em empresas dos setores de beleza e imobiliário. Entre os alvos da apuração, estão Samara Martins e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca na WePink. No último dia 16 de julho, a polícia determinou diligências para localizar o casal, que deverá prestar esclarecimentos no âmbito da investigação.
O inquérito tem como personagem central Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC". Segundo a investigação, ela teria empregado recursos de origem ilícita em diferentes negócios. Em entrevista concedida à revista piauí, Mori afirmou que foi responsável pelo investimento inicial da Pink Lash, empresa que antecedeu a criação da WePink, dizendo ter aplicado cerca de R$ 800 mil na abertura da primeira unidade da marca, em 2017. Ela declarou ainda que o dinheiro era proveniente da venda de um veículo pertencente ao marido, Wagner Ferreira da Silva, conhecido como "Cabelo Duro", apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital.
Mori afirmou também que era sócia da Pink Lash ao lado de Samara Martins e Thiago Stabile e confirmou que frequentava eventos da empresa, ocasião em que teria conhecido Virginia Fonseca. Segundo seu relato, a influenciadora passou a divulgar a marca após conhecer os serviços oferecidos pela empresa, enquanto Samara estreitou a relação com Virginia ao longo desse período.
De acordo com Mori, a sociedade chegou ao fim quando Samara Martins e Thiago Stabile se uniram a Chaopeng Tan para criar a WePink, tendo Virginia como responsável pela divulgação da marca. Até o momento, Virginia Fonseca não figura como alvo da investigação, e não há acusação formal contra a influenciadora. A apuração da Polícia Civil busca esclarecer a origem dos recursos utilizados nos investimentos e a eventual participação dos investigados no suposto esquema de lavagem de dinheiro.