HOME Notícias
Produtora Live Nation é acusada de exploração de fãs e monopólio

 

 

Um julgamento que pode provocar impactos irreversíveis na indústria da música dos Estados Unidos terá início em um tribunal federal de Nova York. A Live Nation, maior promotora de shows do país e controladora da Ticketmaster, vai se defender das acusações de operar um monopólio no mercado de música ao vivo, em suposta violação às leis antitruste federais e estaduais.

 

Em jogo, está o modelo de negócios que consolidou a empresa como líder global do setor após a fusão com a Ticketmaster, aprovada pelo governo em 2010. Para o Departamento de Justiça e empresas menores do segmento, a união desequilibrou a concorrência e permitiu que a companhia passasse a dominar praticamente todas as etapas do mercado bilionário de shows. O governo sustenta que a Live Nation utilizou sua posição para sufocar rivais e elevar o preço dos ingressos. Apenas no último ano, a empresa promoveu 55 mil eventos, vendeu 646 milhões de entradas no mundo, controla cerca de 460 casas de espetáculos e gerencia mais de 300 artistas.

 

Na ação judicial, o governo afirma que a Live Nation e sua subsidiária passaram a ocupar posição central em quase todos os aspectos do ecossistema da música ao vivo, o que teria limitado a inovação e moldado o setor em benefício próprio. A empresa, por sua vez, nega as acusações e argumenta que o processo carece de provas robustas. Em documentos apresentados anteriormente, sustentou que, após ampla investigação, o governo teria reunido “quase nada” que comprovasse poder monopolista ou práticas anticompetitivas.

 

O processo foi iniciado durante a gestão do presidente Joe Biden, período marcado por ofensivas antitruste contra grandes corporações, incluindo Apple, Amazon e Google. O julgamento ocorrerá no Tribunal Distrital dos EUA em Manhattan, sob condução do juiz Arun Subramanian. 

 

Em decisão recente, o magistrado reduziu parte do escopo das acusações, mas manteve alegações centrais, como a de que a Live Nation teria pressionado casas de shows a firmar contratos exclusivos de venda de ingressos sob ameaça de perder turnês populares. Resta aguardar os desdobramentos do caso!

PUBLICIDADE