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Um executivo ligado a empresas do jornalista Leo Dias é apontado como um dos responsáveis por articular pagamentos a influenciadores para publicar conteúdos críticos ao Banco Central, após a decisão de liquidar o Banco Master. Mensagens obtidas pelo jornal Estadão mostram que André Silva Salvador procurou perfis de fofoca oferecendo serviços de “gestão de crise” e citando parceria com Thiago Miranda, descrito como sócio do Grupo Leo Dias.
Leo Dias, por sua vez, afirmou que Thiago Miranda deixou o cargo de CEO do grupo em junho de 2025 e que o processo de desligamento societário foi iniciado no fim do ano passado. O jornalista negou envolvimento na contratação de influenciadores. Miranda é dono da agência Mithi e ainda figura como administrador de empresas do grupo, embora a transferência de sua participação minoritária não tenha sido concluída.
Os contratos para os posts foram firmados por meio da empresa UNLTD, de Salvador, que previa cláusula de confidencialidade com multa de até R$ 800 mil. Segundo informações publicadas, os pagamentos aos influenciadores poderiam chegar a R$ 2 milhões.
A empresa, sediada no DF, tem capital social de R$ 5 mil e foi usada para pagar os conteúdos críticos ao BC. Alguns políticos e influenciadores foram procurados, mas recusaram a proposta.
As publicações exploraram questionamentos do ministro do TCU Jhonatan de Jesus sobre a liquidação do Banco Master. O Banco Central alegou incapacidade do banco de honrar compromissos e indícios de ilegalidades. O ministro recuou da fiscalização direta e enviou o tema ao plenário do TCU.