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Um passaporte antigo de Eliza Samudio foi encontrado em um apartamento em Portugal e entregue às autoridades brasileiras. O documento teria sido localizado em meio a livros, em um apartamento alugado. Um homem identificado apenas como José encontrou o passaporte e o levou ao Consulado Brasileiro em Lisboa. Fontes oficiais confirmaram a autenticidade do documento e informaram que não há registro de emissão de segunda via.
A informação foi divulgada pelo portal Leo Dias e posteriormente confirmada pelo Consulado-Geral do Brasil em Portugal e por Sônia Moura, mãe da brasileira. O Itamaraty ainda não se pronunciou sobre o caso.
Em entrevista ao jornal O Tempo, Sônia Moura afirmou que tomou conhecimento da descoberta, mas que só irá se manifestar após uma análise mais detalhada do documento, juntamente com seus advogados. Já o Consulado-Geral Brasileiro informou, em nota, que recebeu o passaporte na sexta-feira (2) e comunicou oficialmente o Itamaraty, em Brasília.
José relatou que mora no apartamento com a esposa e a filha, além de dividir o imóvel com outra mulher e um homem jovem, que também alugam quartos no local.
Segundo ele, o passaporte foi encontrado ao manusear livros dispostos em uma sala compartilhada. “Quando vi de quem era o documento, fiquei em choque. Pela foto, reconheci imediatamente quem era a dona. Ele estava visível, em cima de um livro”, afirmou.
O passaporte possui um registro de entrada em Portugal em 2007, mas não há anotação de saída do país. Três anos depois, já no Brasil, Eliza Samudio foi assassinada, conforme decisão da Justiça brasileira. Não se sabe ao certo como ela retornou ao país, mas uma das hipóteses é que tenha perdido o documento e solicitado uma autorização especial para regressar ao Brasil.
A localização do passaporte ocorre 15 anos após o caso Eliza Samudio, que teve grande repercussão nacional e internacional. O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo homicídio, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver da vítima.
As investigações apontaram que Eliza ficou em cárcere privado no sítio do ex-jogador, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, antes de ser assassinada. O corpo nunca foi encontrado. Bruno passou ao regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.