Bolsonaro decide tornar Pazuello ministro efetivo da Saúde

O militar, que inicialmente resistia a ser confirmado como definitivo, foi convencido pelo presidente

GUSTAVO URIBE E NATÁLIA CANCIAN - BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu nesta segunda-feira (14) tornar ministro definitivo o general Eduardo Pazuello, que exercia a função de interino à frente do Ministério da Saúde.  O militar, que inicialmente resistia a ser confirmado como definitivo, foi convencido pelo presidente. Ele ficou como interino no cargo por mais de três meses.

A assessoria de imprensa da Presidência da República informou à reportagem que a cerimônia de posse está marcada para a quarta-feira (16). Segundo relatos de auxiliares palacianos, convites para o evento já começaram a ser distribuídos na Esplanada dos Ministérios.

Sobre Eduardo Pazuello

Eduardo Pazuello nasceu no Rio de Janeiro em 1963 é um general de divisão do Exército Brasileiro e político brasileiro, formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras como Oficial de Intendência, em 1984.

Carreira

Em 24 de novembro de 2005, o Site do Senado Federal, replicou a reportagem do Jornal do Brasil, com Título: "Do Quartel para o Ferro-velho". Segundo a publicação: "Pode ser responsável pelo maior desvio de munição da História do Exército Brasileiro". O Ministro da Saúde Eduardo Pazuello era o Comandante do Depósito Central de Munição do Exército Brasileiro em Paracambi-RJ.  O general atuou na coordenação das tropas do Exército nos Jogos Olímpicos de 2016 e, desde fevereiro de 2018, coordenou a Operação Acolhida, que cuida de refugiados da Venezuela em Roraima, além de servir previamente como Secretário da Fazenda no Governo do Estado de Roraima no período da intervenção federal, de onde anunciou sua saída em 15 de fevereiro de 2019.

Em 8 de janeiro de 2020, deixou a coordenação da operação para comandar a 12ª Região Militar, em Manaus (AM) substituindo Carlos Alberto Maciel Teixeira. Na posse destacou que vai seguir com o trabalho em defesa da Amazônia.

Foi nomeado como Secretário-Executivo do Ministério da Saúde pelo ex-Ministro da Saúde Nelson Teich para ser o segundo na hierarquia da pasta, em substituição a João Gabbardo.[3] No momento da nomeação, em 22 de abril de 2020, Nelson Teich afirmou que a nomeação do general se deu pela sua experiência em logística.

Em maio de 2020, uma reportagem da Agência Sportlight, revelou que Eduardo Pazuello alegou "uso não comercial" em um contrato de treze anos feito com a Infraero e uma empresa que faturava R$ 6 mil por aluno de paraquedismo. Acusado de improbidade administrativa. 

Ainda em maio de 2020, o Site Diário do Centro do Mundo revelou que Eduardo Pazuello, Ministro da Saúde colocou soldado para puxar carroça no lugar do cavalo. 

 

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