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Primeiro, por uma questão de responsabilidade, este site informa: o uso da dexametasona se mostra eficiente no combate ao Covid-19 apenas em pacientes que estejam em estágio avançado de problemas respiratórios e inflamatórios. Portanto, seja consciente: nada de entupir seu organismo de comprimido sem o acompanhamento médico.
A dexametasona é o primeiro medicamento a obter resultados positivos claros em pesquisas científicas com metodologia rigorosa da Universidade de Oxford, no Reino Unido. É um corticoide que pode ser usado para problemas na pele, alergias, complicações respiratórias e até mesmo no tratamento do câncer. Seu custo é bastante acessível: é um remédio vendido sem necessidade de receita e o preço é inferior a R$ 10 (dez reais).
No caso da Covid-19, o vírus pode provocar uma excessiva reação de proteção do organismo contra a sua entrada indesejada. Uma reação imunológica exagerada e descontrolada pode levar a um quadro natural de hiperinflamação por conta desse trabalho intenso para tentar eliminar o vírus. Essa inflamação nos pulmões, por exemplo, tem causado sérios problemas respiratórios e provocado a morte de milhares de pessoas em todo o mundo.
Quando o vírus entra no pulmão, ele atrai as células do sistema imunológico para a região para tentar eliminar o invasor. É aí, então, que entra a dexametasona.
O medicamento não visa atacar o vírus em si, mas impedir reações exageradas de defesa do organismo, que podem causar inflamações e levar à morte. Por não atacar o vírus, a dexametasona não deve ter qualquer efeito em casos mais leves de Covid-19, que não dependam de internação. O estudo não mostrou qualquer alteração nos resultados entre os pacientes que tinham infecções leves, afinal, o medicamento age contra a resposta exagerada do organismo, que não existe em casos menos agressivos da doença. Sendo assim, como já destacamos no início do texto, não deve ser usado por quem não está contaminado, nem deve ser usado sem supervisão médica.
Vacina
A potencial vacina contra o coronavírus da AstraZeneca deve fornecer proteção contra a infecção por cerca de um ano. A informação foi divulgada pelo presidente da empresa, Pascal Soriot, em uma estação de rádio. "Acreditamos que ela irá proteger por cerca de um ano", afirmou.
A expectativa é que a vacina esteja disponível em todo o mundo entre novembro e dezembro deste ano.