"Não perde a oportunidade de dar um showzinho", diz Luizianne Lins sobre Ciro Gomes


Luizianne Lins | Foto: Divulgação

A deputada federal Luizianne Lins foi confirmada como pré-candidata do Partido dos Trabalhadores à Prefeitura de Fortaleza em 2020. A reunião virtual que ocorreu no último domingo (05) reuniu nomes importantes da sigla, como Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, e Fernando Haddad. A ex-prefeita de Fortaleza alfinetou Ciro Gomes. “Existe de fato muita queixa e dificuldade do PT nacional de todas as grosserias e ataques que o Ciro vem fazendo ao Lula, não perde a oportunidade de dar sempre um showzinho na imprensa”, afirmou.

Em entrevista exclusiva ao Frisson News, ela falou dos projetos para a capital cearense caso consiga retornar ao comando do Paço Municipal. “Fortaleza é um espelho da realidade do País, mas onde, infelizmente, os problemas aparecem de forma mais agravada. Por ser uma das capitais mais adensadas do País – temos uma grande população que habita um território pequeno em comparação com outras grandes cidades –, a desigualdade social é marcante. A pandemia do Covid-19 veio agravar ainda mais essa situação, com aumento do desemprego e da perda da renda de milhares de pessoas. Esse é um problema que tem consequências no sentido de dificultar as condições de vida dessa população em todos os seus aspectos: moradia, acesso à cultura etc. A pandemia também vai exigir de nós um novo olhar nas políticas de saúde e de educação. As políticas sociais terão que ser prioridade”, disse. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Uma cidade com tantos desafios pela frente. Ainda mais nesse momento de pandemia. Por que se colocar como uma alternativa para comandar a Prefeitura de Fortaleza?

Sinceramente, não estava nos meus planos disputar novamente uma eleição como essa. Mas o momento pelo qual nosso País passa, com tanto ódio e intolerância, com a velocidade com que a gente vê sendo destruídos direitos básicos das pessoas, não há como a gente se omitir. A pandemia só veio agravar ainda mais essa situação. E, mais do que nunca, vão ser necessários governos com sensibilidade social como foi o nosso.

Entre os complexos problemas da nossa Capital, qual o que mais lhe motiva a solucionar?

Fortaleza é um espelho da realidade do País, mas onde, infelizmente, os problemas aparecem de forma mais agravada. Por ser uma das capitais mais adensadas do País – temos uma grande população que habita um território pequeno em comparação com outras grandes cidades –, a desigualdade social é marcante. A pandemia do Covid-19 veio agravar ainda mais essa situação, com aumento do desemprego e da perda da renda de milhares de pessoas. Esse é um problema que tem consequências no sentido de dificultar as condições de vida dessa população em todos os seus aspectos: moradia, acesso à cultura etc. A pandemia também vai exigir de nós um novo olhar nas políticas de saúde e de educação. As políticas sociais terão que ser prioridade.

De que maneira acredita que pode ajudar a construir um novo modelo de cidade para o futuro dos fortalezenses? 

Olha, nós acreditamos muito na força da participação popular, em ouvir as pessoas, ouvir e discutir as demandas da Cidade. Em nossas gestões, implementamos o orçamento participativo, que foi uma marca nesse sentido, especialmente dando voz e vez ao cidadão comum. A cidade, para ser justa, precisa ser construída ouvindo todos.

Ninguém governa sozinho. Como pretende administrar sua relação com o Governador e o Presidente da República?

Em caso de vitória, certamente não teremos problema nenhum com o governador Camilo Santana. Já em relação ao Governo Federal, a questão é mais complexa. Não por pertencermos a partidos diferentes. Não é isso. Mas pela dificuldade de se ver uma postura republicana da parte do Governo Federal no sentido da relação com todos os entes federativos. Mas será nosso dever exigir essa postura republicana da parte deles. Vamos reivindicar e cobrar tudo que for direito do povo de Fortaleza.

Em um momento em que tanto se fala de cortes de gastos, como dizer à população que é possível investir?

O zelo com o recurso público deve existir sempre. Mas isso não deve se confundir com insensibilidade da parte de quem governa em relação às demandas sociais. Teremos que eleger prioridades, e um dos mecanismos para isso será a participação popular.

Como está a construção do seu programa de governo?

Da mesma forma que fizemos em nossa primeira candidatura em 2004, vamos ter um processo participativo, onde ouviremos e discutiremos com os mais diversos setores sociais. Faremos isso não apenas com setores da academia ou com quadros partidários, mas também com a população e seus mais diversos segmentos e dos mais diversos bairros.

Com quais setores você pretende dialogar para viabilizar sua candidatura?

Pretendemos conversar com os mais diversos setores, tanto do PT como também de outros partidos. Mas a ideia de que o PT tenha uma candidatura forte em Fortaleza faz parte de uma orientação nacional do PT.

Para finalizar, qual o seu maior sonho para a cidade de Fortaleza?

Uma cidade onde todas as pessoas possam viver plenamente e não apenas sobreviver. Onde morar na periferia não seja sinônimo da pessoa ser excluída do acesso à cultura, ao lazer, à educação, à saúde. Que as pessoas possam andar durante o dia ou à noite em segurança. Uma cidade que possa garantir uma vida digna e feliz para todos e todas.

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