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Morreu, neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro, Manoel Carlos, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. A informação foi confirmada pela família. O autor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson, que nos últimos anos comprometeu suas funções motoras e cognitivas.
Conhecido carinhosamente como Maneco, Manoel Carlos construiu uma trajetória sólida e sensível na televisão brasileira, marcada por histórias profundamente humanas, conflitos familiares e personagens femininas inesquecíveis. Seu nome tornou-se sinônimo de novelas ambientadas no Rio de Janeiro, cidade que não apenas servia de cenário, mas também atuava como personagem em suas tramas.
A carreira na TV começou oficialmente em 1972, quando assumiu a direção-geral do programa Fantástico, na TV Globo. Antes disso, já havia passado por diversas emissoras, atuando como autor, produtor e até ator. Sua trajetória artística, no entanto, teve início ainda mais cedo, nos palcos, aos 17 anos.
Ao longo das décadas, Manoel Carlos assinou algumas das novelas mais emblemáticas da teledramaturgia nacional, como Baila Comigo, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Por Amor, Páginas da Vida e Em Família. Um dos traços mais marcantes de sua obra foi a recorrência das protagonistas chamadas Helena — mulheres fortes, complexas e intensas, que atravessavam dilemas morais, afetivos e sociais, refletindo a realidade de muitas brasileiras.
Além de autor, Manoel Carlos também foi escritor e diretor. Ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina.
O velório será restrito a familiares e amigos próximos. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito à privacidade neste momento de despedida.
Com sua escrita delicada, profunda e atemporal, Manoel Carlos deixa um legado que atravessa gerações e permanece vivo na memória afetiva do público brasileiro.