Grupo Cidade
MPF recomenda prefeituras do Ceará a adotarem medidas contra aglomerações em visita de Bolsonaro

O presidente chegou ao Estado na manhã desta sexta-feira, 26, para visitar as obras da BR-222 e do Anel Viário de Fortaleza

Foto: Folhapress

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu uma recomendação ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e às prefeituras de Fortaleza, Horizonte e Tianguá para que as instituições adotem medidas para evitar aglomerações durante a visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Estado. 

O presidente chegou ao Estado na manhã desta sexta-feira, 26, para visitar as obras da BR-222 e do Anel Viário de Fortaleza. Segundo o MPF, Bolsonaro vem ao Ceará acompanhado de comitiva do Ministério da Infraestrutura e objetiva anunciar a retomada de obras rodoviárias nos três municípios para os quais foram expedidas as recomendações.

A recomendação foi assinada por cinco procuradores da República e indica que sejam suspensos quaisquer eventos que possam causar aglomerações. “Os números da pandemia em todo Estado  inspiram atenção redobrada, permanecendo o isolamento social como política pública mais eficiente e indispensável no combate à disseminação do vírus”, defende o MPF. 

O Ceará passa por um momento crítico em relação à pandemia do novo coronavírus. Com 92,2% das UTIs ocupadas, o Governo do Estado instituiu um toque de recolher entre às 22h e às 5 horas. Com 421.234 casos confirmados desde o começo da pandemia, o Ceará já ultrapassa a marca de 11 mil óbitos.

Camilo diz que é um "grande equívoco"

Sobre a vinda do presidente, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), chamou o evento de um “grande equívoco” e disse que não irá se encontrar com Bolsonaro.

“Sobre a vinda do Presidente da República ao Ceará, amanhã, para a assinatura de ordens de serviço e visitas a obras, conforme a imprensa tem noticiado, não estarei presente a qualquer desses eventos, diante da real possibilidade de muitas aglomerações, algo frontalmente contrário à gravíssima crise sanitária que vivemos neste momento, com o aumento preocupante de casos e óbitos. Tenho todo respeito à autoridade, mas não posso compactuar com aquilo que considero um grave equívoco”, escreveu Camilo em suas redes socias.

 

COMENTÁRIOS