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Bryan Stevanovich: galã e sedutor do mundo circense

Empresário, elegante e aventureiro! Estas são algumas das características de Bryan Stevanovich, que responde pela Direção do conceituado Le Cirque. Mesmo com o ar de galã global e um olhar que tira o fôlego de mulheres e homens, o jovem alia humildade, seriedade e foco profissional para aquela que é sua missão de vida: o circo! “Nosso objetivo é surpreender a plateia com cada apresentação e levar alegria para adultos e crianças por todas as partes”, declarou durante uma entrevista com esta coluna, realizada instantes antes de o espetáculo ter início. Confira a seguir o papo descontraído com o cara que fala quatro idiomas e possui três nacionalidades - nasceu na Espanha, sua mãe é da Argentina e seu pai é do Brasil.

Bryan, o Le Cirque é um circo histórico e consagrado. Fala um pouco da trajetória dele...

Claro! Surgiu há mais de 300 anos pela família Stevanovich, que está, atualmente, na quinta geração. A família era de saltimbancos que se apresentavam em praças por toda a Europa. Na Segunda Guerra Mundial, vieram fugidos para a América Latina, onde começaram a se apresentar nas praças daqui por muitos anos. Em São Paulo, meus avós tinham uma elefanta chamada Madras. Eles fecharam um contrato com Abílio Diniz, que era dono de uma famosa rede de supermercados, e decidiram que a nossa elefanta seria a logomarca do supermercado e sempre iria para todas as inaugurações da empresa. Desde então, criaram um grande circo que até hoje percorre todo o mundo. Hoje, no Brasil, a família possui duas unidades. Na Europa, são três, com nossos primos, que são os diretores do famoso Bouglione, um dos maiores do mundo e mais conhecido da França. 

Quando o espetáculo tem início, qual a missão que os artistas pretendem cumprir?

Nosso objetivo é surpreender a plateia com cada apresentação e levar alegria para adultos e crianças por todas as partes.

Foram muitas as dificuldades enfrentadas ao longo da história do Le Cirque?

Os grandes circos do Brasil acabaram por falta de incentivos governamentais. Não pedimos dinheiro, apenas apoio. Hoje, o circo, para se locomover, precisa de mais de 30 carretas e uma média de 80 funcionários. E chegar numa cidade  aonde muitas vezes nem terreno existe mais. 

A questão governamental também é um empecilho, não é?

Hoje, o circo pagas diversos impostos que vocês nem imaginam. Até o famoso ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais) pagamos como ISS (Imposto Sobre Serviços). Aluguéis de terrenos, água, luz,  propaganda e muitos outros. O circo é a única arte mundial pura e saudável feita para toda a família assistir.

E a receptividade com o público?

Então, hoje apresentamos um lindo espetáculo com muita qualidade e custos altíssimos. Muitos espectadores, antes de entrar, reclamam do valor  do ingresso e, após o show, dizem que foi muito barato! O circo tem que ser mais respeitado e valorizado pela população.

Sua família vive disso?

A minha família vive para o circo em primeiro lugar e, depois, o lazer. Não existe nada melhor que o nosso lazer e a nossa vida!

O que gosta de fazer nas horas vagas?

Nas horas livres, vamos à praia e aos bares das cidades, onde conhecemos pessoas e culturas diferentes. 

Pessoalmente falando, qual seu objetivo de vida, Bryan?

Meu objetivo é continuar levando alegria por todo o mundo.

De que maneira lida com a concorrência?

Concorrência, não temos, pois procuramos sempre inovar e trazer novidades ao Brasil. Temos amigos circenses e não concorrentes. 

O que é necessário um espetáculo circense ter para você considerar perfeito?

Um espetáculo perfeito que eu considero é quando ouço o público agradecendo pelo show apresentado. Sempre estamos inovando e trazendo novidades para o nosso público. Nossa estrutura atual possui até ar condicionado, com cinco geradores. Tudo muito luxuoso! O público merece todo respeito, pois atendemos a família completa.

Para você, o que causa frisson?

Minha vida é um frisson: alegre e divertida, um gozo na alma!

O que espera do futuro?

Meu desejo para o futuro é cada dia crescer mais e mais essa linda lona circense. 

Por fim, Bryan, o que deseja para o futuro circense?

Espero que esteja mais reconhecido por adultos e crianças e respeitado pela mídia nacional. O circo é a mãe de todas as artes. Na Europa, o circo é muito respeitado e recebido de braços abertos. No Brasil, já foi mais. Mas isso não nos deixa tristes e, sim, com mais força de vencer a cada dia. 

Foto: Lino Vieira

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