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TV Cidade celebra os 300 anos de Fortaleza em especial com Fagner e Fausto Nilo


Foto: Divulgação

Fortaleza ocupa lugar de honra na história e no coração de Raimundo Fagner e Fausto Nilo. Vindos do interior do Ceará, os dois chegaram ainda jovens à capital e fizeram dela cenário, inspiração e personagem central de suas trajetórias artísticas. Em entrevista exclusiva ao especial "Fortaleza 300 Anos", da TV Cidade Fortaleza, a dupla revisitou memórias afetivas, o nascimento de uma parceria musical histórica e reflexões sobre a cidade que completa 300 anos entre conquistas, contrastes e desafios.

Fagner refletiu sobre a emoção da Fortaleza que o viu crescer. Lembrou a infância simples nos bairros centrais, as primeiras descobertas e o impacto definitivo da cidade em sua formação. “Eu me criei aqui”, contou, ao recordar a casa na Antônio Augusto, o quintal com vacas e a curiosa convivência com vizinhos de realidades bem diferentes. A chegada à capital, ainda criança, foi marcada também pelo encanto com o mar, um encontro que, mais tarde, viraria poesia cantada.

Entre lembranças de boemia, encontros e conflitos que moldaram sua visão de mundo, o cantor destacou que aquele território representa o ponto de partida de tudo. Foi ali que nasceram as histórias, as canções e o olhar sensível que atravessaria décadas da música brasileira. Não por acaso, Fortaleza aparece como fio condutor de sua obra e de sua vida.

Fausto Nilo, arquiteto, urbanista e letrista consagrado, chegou à capital aos onze anos, movido pelo desejo de estudar. Antes disso, a família chegou a ensaiar uma mudança definitiva, interrompida pelo estranhamento com os costumes da cidade à época. Anos depois, Fortaleza se tornaria uma de suas “cidades do amor”, ao lado de Quixeramobim e do Rio de Janeiro, um trio afetivo que traduz bem sua trajetória pessoal e intelectual.

A parceria entre Fagner e Fausto ganhou corpo no efervescente clima dos festivais de música das décadas de 60 e 70. Foi nesse ambiente que surgiram encontros decisivos, amizades criativas e canções que atravessaram gerações. Entre elas, “Mucuripe” ocupa lugar especial. Nascida quase como brincadeira, a música se transformou em símbolo da cidade e em divisor de águas na carreira de Fagner, mantendo até hoje sua força e atualidade.

Ao falar dos 300 anos de Fortaleza, Fagner celebrou o crescimento e a projeção nacional da capital, confessando o orgulho de testemunhar esse momento histórico. Fausto, por sua vez, fez o contraponto necessário: reconheceu a modernização, mas alertou para a urgência de enfrentar a desigualdade social. Com afeto declarado, resumiu seu sentimento pela cidade: um amor profundo pelo povo simples, pelos anônimos suburbanos que dão alma e verdade à Fortaleza de ontem, de hoje e de sempre. Um momento especial proporcionado pela TV Cidade em um ano histórico.

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