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FRISSON

Ricardo Bacelar – embaixador Frisson fala com exclusividade

Músico e advogado concedeu entrevista exclusiva à nossa coluna

04 de abr. de 2016 - 15:05
Ricardo Bacelar – embaixador Frisson fala com exclusividade

Já nos primeiros instantes de conversa, nota-se um ar fino, inteligente e gentil em um homem com sensibilidade musical e talento para a advocacia. Um dos embaixadores da Frisson no aniversário de cinco anos da coluna, o músico, empresário e advogado Ricardo Bacelar conversou com nossa equipe sobre sua carreira, a fase que residiu no Rio de Janeiro, sua passagem por uma famosa banda de rock e analisou a atual situação do País, além de comentar o trabalho feito pela Frisson. Confira!

Como foi o início de sua relação com a música?

Eu comecei a tocar piano com cinco anos de idade, no colo do meu pai. Comecei a estudar nessa época e me apaixonei pelo instrumento, que é fascinante e tem muitas possibilidades. O piano realmente é uma paixão na minha vida.

Mas o senhor é advogado também, não é?

Isso. Sou advogado. Minha atividade principal é a advocacia. Mas a música é uma paixão realmente muito grande. Antes de eu ser advogado, eu já fui músico profissional por muitos anos. Fazia parte do Hanói-Hanói, que era um grupo muito importante na época dos anos 80 com o rock nacional. Depois do Hanói-Hanói, que a gente fazia uma média de 200 concertos por ano e muitos shows pelo Brasil, eu voltei a morar em Fortaleza, pois morava no Rio. Abri um escritório de advocacia em Fortaleza e venho sendo advogado, participo do trabalho da OAB, de onde era vice-presidente até ano passado. E acho que a música é muito importante. A gente faz música porque gosta. A questão da arte faz parte da nossa vida porque é uma condição de ser.

E sua essência cearense e carioca?

Nasci em Fortaleza. Passei 11 anos no Rio. Foram aqueles anos de quem tem seus 20 anos, que é o sonho de todo garoto de fazer sucesso. Eu morava sozinho e tive uma oportunidade de me divertir bastante. Eu sou um homem casado, tenho filhos, mas vivi meus 20 anos bem agitado. Primeiro, porque viajava muito. Tinha uma rotina de trabalho muito exaustiva. Eram muitos concertos para fazer. E consegui conviver com a classe artística do Brasil numa época em que a qualidade das coisas era muito melhor do que hoje.

O senhor nota muita diferença para os dias atuais?

A gente vive hoje uma época de crise de qualidade, principalmente a música, e essa cultura também de celebridade, que é uma cultura muito vazia. As pessoas são famosas não porque fazem alguma coisa de bom ou dizem alguma coisa de interessante, mas são famosas porque têm um bumbum grande ou falam alguma bobagem. Então, existe esse culto hoje em dia da celebridade e o culto do narcisismo. É uma fase que a gente vive que pode até ser estudada pela sociologia por conta de as pessoas estarem nessa fase narcísica, de ficarem se expondo. As redes sociais estão mostrando a revolução na comunicação.

Falando em aparência, quem olha para o senhor logo percebe um traço de cultura refinada, elegância e sofisticação. Até que ponto essa impressão corresponde aos fatos?

Acho que as aparências enganam. A vida é a soma das experiências que a gente tem. Acho que a gente não pode confundir conhecimento com algum tipo de elitismo cultural. Sou contra esse tipo de coisa. Acho que qualquer tipo de conhecimento é válido. Eu não tenho preconceito com nada sob ponto de vista artístico, nem com ninguém. Nem com tipo de opção sexual, nem opção religiosa. Acho que a gente tem que ter um conhecimento da vida e das pessoas e respeitar cada um. A gente precisa, às vezes, de menos coisas. E precisamos ver o mundo mais simples. A gente acha que precisa de carro novo todo ano, disso e daquilo. Mas precisamos de pouca coisa: um sorriso, um carinho, um prato de comida e duas mudas de roupas. Do resto, a gente acha que precisa. Mas não precisa. A gente precisa dar nossa energia e nosso amor para as pessoas. A gente vive num lugar ainda muito pobre como o Ceará e poderia tirar o olhar da gente para olhar mais pelos nossos irmãos, nossos vizinhos. Ou dar um pouquinho de atenção a alguém que é mais velho ou que está precisando. E isso se transforma em coisas boas para os outros e para a gente. A felicidade é uma busca muito interessante. E o alcance da felicidade, por incrível que pareça, acontece quando você consegue colocar a sua energia para o outro. Fazendo o outro feliz, automaticamente, você encontra a felicidade. Essa troca é muito importante e interessante!

O senhor abordou na sua resposta o Ceará. E sobre a atual situação do Brasil, como define?

Estamos vivendo uma crise nas instituições. A Presidente da República passa por um processo de impeachment. O Presidente do Senado passa por uma investigação. Tem busca e apreensão com o Presidente da Câmara. Então, existe um sério problema. Tem crise de corrupção. Chegamos a um nível de desgaste das instituições e da classe política. Sou uma pessoa muito otimista. E acho que temos que tirar um lado positivo disso, já que está tão ruim. Resolvendo o problema político, a questão econômica tende a se resolver. Temos uma crise de liderança no País, tem uma crise ética também. A parte econômica fica nublada porque você não tem um caminho lógico, não tem um capital internacional com conforto para investir. Temos um cenário de incerteza. Então, eu acho que, juridicamente, as coisas estão se desenhando. Temos que aguardar. As investigações estão andando. Mas temos que tirar uma lição disso tudo que estamos passando. O Brasil está sofrendo. Quem sofre mais, por incrível que pareça, são os mais carentes. Porque, quando se tem uma inflação que sobe 10% ou 15% ao ano, a pessoa que ganha um salário mínimo, quando vai ao supermercado, nota a diferença que pesa muito no bolso.

E como o senhor acha que deveríamos reagir?

Nós temos que aprender, primeiro, a escolher melhor nossos representantes. Segundo, exercer nossa cidadania e exigir dos representantes que eles tomem uma postura adequada e que façam as coisas corretamente. E que tenhamos costume de ir às ruas, evitar consumir coisas que estejam em desacordo com as normas internacionais de saúde. Acho que temos que exercer mais a cidadania e se preocupar mais com o coletivo. Fazer uma corrupçãozinha aqui acolá, chegar atrasado, não pagar multa, estacionar na vaga de deficientes, isso tudo faz parte de uma cultura dessas pequenas coisas que nós temos que consertar o Brasil. A gente tem uma máquina muito inchada, um Estado muito grande, o que é caro, com um sistema de Bolsa-Família para alimentar várias pessoas que não trabalham e estão acostumadas a não trabalhar, quando esse programa deveria ser voltado para as pessoas carentes, mas com um propósito de que essa Bolsa-Família fosse uma coisa temporária.

Ricardo, vamos direto ao ponto: o que acha da coluna Frisson?

Sou fã da coluna Frisson. Acompanho o trabalho. Parabenizo todos os integrantes da coluna pelo trabalho que fazem sempre com seriedade acompanhando os eventos da sociedade. Desejo cada vez mais um bom trabalho, que continuem com esse sucesso todo. Fico agradecido por ter sido convidado a participar dos festejos desses cinco anos. Desejo a toda a família Frisson muito sucesso e que continuem com todo esse talento e com esse trabalho maravilhoso que vocês fazem.

Para o senhor, o que não pode deixar de fazer parte de uma coluna social?

Acho que não pode faltar em uma coluna social um pouco de cultura, um pouco de tudo. Uma coluna social tem que ser heterogênea: tem que ter cultura, moda, comportamento, acontecimentos sociais, diversidade. Isso tudo faz uma coluna social pulsar e ser fonte de informação. Tem que ter também uma coisa inusitada, diferente. Acho que essa pitada deixa uma coluna social interessante!

Qual a diferença da Frisson para outras colunas sociais?

A Frisson faz parte de um grupo de comunicação muito importante aqui no Estado e vem fazendo um trabalho importante nos eventos da Cidade de uma forma constante. Sempre de maneira regular, transparente e com qualidade! Tanto é que está há cinco anos no ar, sempre com qualidade e nível nas publicações. Eu vejo a coluna Frisson com uma pegada assim, digamos, fashion. Até pelo visual da coluna, ela tem essa conotação fashion.

Para o senhor, o que causa frisson?

Acho que o que causa frisson é a simplicidade, é a paz. O maior frisson que existe é ter paz de espírito. Realmente é um grande frisson você ter uma boa noite de sono.

E como acha que a sociedade enxerga o trabalho da nossa coluna?

Acho que enxerga da melhor maneira possível. O sucesso é uma consequência de um trabalho. Quando você faz seu trabalho bem feito hoje, naturalmente o sucesso vem bem feito depois.

Acho que isso também tem a ver com o fato de termos uma diretora como a Gaída...

Com certeza. A Gaída é uma personalidade marcante, uma pessoa muito doce. Ela tem uma imagem muito ligada ao Grupo Cidade e acho que isso soma, é algo muito positivo. Sem falar que é uma pessoa muito querida na Cidade. Todo mundo gosta da Gaída. É uma pessoa que tem muita empatia e muito respeito com as pessoas. É sempre muito bom ter pessoas como a Gaída por perto!

Como se sente por ser embaixador da coluna na celebração de 5 anos?

Me sinto prestigiado e honrado em ser convidado. Diante de tantas pessoas da Cidade que poderiam ser chamadas, então, me sinto honrado de ter sido destacado para colaborar aqui com o aniversário da coluna. Fico feliz e espero que possa dar minha contribuição aqui de alguma maneira. Cinco anos é uma data tão bonita! Não é todo mundo que consegue ficar cinco anos no ar, ainda mais hoje em dia, quando tudo é tão fugaz. Então, me sinto honrado e agradeço a vocês todos pelo convite.

Para finalizar, o que deseja à Frisson daqui para frente?

Desejo que vocês sempre continuem fazendo esse trabalho que vocês estão fazendo com amor, dedicação, afinco. O trabalho de vocês já é de qualidade. Então, o sucesso é fruto desse trabalho de equipe. Vejo na Gaída uma liderança muito grande que ela tem de equipe. Acho que isso é um diferencial e que vocês vão continuar. Então, desejo todo tipo de coisa boa para os próximos anos: muito sucesso, muitas realizações, muito trabalho, boas ideias! A diversidade é um caminho muito interessante, que é para você mostrar o inusitado.

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