Na semana em que Fortaleza se agita pela décima quinta edição do Dragão Fashion Brasil, a coluna Frisson bateu um papo com um dos nomes mais importantes do evento de moda: Kallil Nepomuceno.
Entre um gole de café, uma conferida nos emails, uma revisão as roupas criadas, um ajuste em cada corpo de modelo e os últimos retoques nas peças, o renomado estilista recebeu nossa equipe e, de forma objetiva, falou um pouco de sua experiência. Confira!
Como foi o processo de preparação para mais uma edição do Dragão Fashion Brasil?
Geralmente, buscamos uma inspiração. Depois, pesquisa, garimpo de tecidos, modelagem, formas etc.
De que forma você espera que seu desfile cause impacto no evento?
Eu sempre busco superação a cada desfile. Quero causar aquele frisson nas mulheres e a vontade de querer todos os looks em seus closets (risos).
Quais as tendências que você optou por colocar na passarela neste ano?
Golden globe, a tendência e a influência do ouro como a cor metálica mais forte e marcante de todas as décadas de moda. Trabalhei uma coleção onde a presença do dourado reina na passarela e na vida das divas.
Como você avalia a moda atualmente no Ceará?
O Ceará é um verdadeiro celeiro de criadores de moda, somos tão bons quanto no humor (risos)! Já estamos nos estabelecendo no mercado nacional de moda.
Qual a maior dificuldade de um estilista no século XXI?
Com um mercado tão competitivo, temos que usar meios próprios e criativos para fazermos o diferencial, já que a matéria prima que utilizamos chega das mesmas fontes. E o luxo da exclusividade se torna muito caro.
Qual influência mais marcante em sua forma de conceber idéias para os trajes?
A comunicação assim como a imagem nos chegam muito rápido e tudo hoje nos serve como inspiração e influência. Grandes estilistas, o street fashion, etnias...
Qual sua pretensão para desenvolver seu trabalho nos próximos anos?
Pretendo lançar uma segunda linha para ser comercializada, um estilo mais casual e chique, mas acessível, já que a alta costura é muito restrita.
Até que ponto os traços locais (temperatura, urbanismo, tecnologia etc) podem interferir na sua linha de criação?
Já trabalho o verão o ano inteiro. Nosso clima não ajuda (risos). O resto são adaptações. Quando a tendência é inverno, utilizamos apenas referências e adaptamos tudo para nosso clima.
No final do seu desfile no Dragão, como espera que o público sinta seu trabalho?
Espero vender toda coleção (risos) e deixar um legado de um criador genuinamente cearense.
Por fim, de que forma planeja aliar sua essência como estilista com as novidades que estão por vir a cada temporada?
Tenho a flexibilidade e a facilidade de me adaptar ao novo e desenvolver com maestria o que eu mais sei fazer, que é moda.
Confira mais cliques by Lino Vieira.
Confira as fotos
Fotos 1–12 de 34













