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Álvaro Garnero em Fortaleza

Apresentador e empresário fala com exclusividade com nossa coluna

Nascido em berço empresarial, filho de pessoas que são apaixonadas por viagens, Álvaro Garnero enfrentou certa desconfiança da família quando decidiu enveredar pela área do entretenimento. “Depois que eles viram o produto final, o apoio foi geral. Meu pai e minha mãe são meus maiores fãs”, adiantou.

Atualmente, ele é apresentador do programa de viagens 50 por 1, da Rede Record, e empresário no ramo de casas noturnas no Sudeste. Confesso apaixonado pela arte de conhecer novos lugares e desbravar outras culturas, Álvaro se entusiasma ao falar de sua atração televisiva. “Foi uma ideia corajosa para a TV aberta e que acabou dando muito certo. De vez em quando, é bom superestimar a audiência, fazer conteúdo com qualidade”, afirmou.

Em uma entrevista descontraída à coluna Frisson, Garnero falou da família, da carreira artística, da atuação nas noites brasileiras e de como administra o tempo para se dedicar à área pessoal. Confira a seguir:

Você não tem tanto tempo assim de televisão, mas conseguiu conquistar seu espaço e firmar seu lugar na TV aberta. Ou seja, você causa frisson! Como surgiu o interesse pela carreira televisiva?

Eu sempre quis dividir minhas experiências, principalmente de viagens, com mais gente. Na época em que comecei na TV, o brasileiro viajava, mas sempre para os mesmos lugares. A escolha era sempre Miami, Nova York e algumas capitais da Europa. Eu sempre achei que o brasileiro precisava ter uma visão mais ampla do mundo. A TV, com o alcance que tem, foi a resposta natural para um desejo que eu sempre tive.

Comandar uma atração televisiva de viagens requer muito esforço e muita dedicação. Viajar sempre foi um hobby ou a paixão pelas viagens surgiu a partir do programa?

Eu sempre viajei. Isso vem do meu pai, que é um dos maiores diplomatas não-oficiais do Brasil. Meus avós também tinham amigos em todo canto do mundo. Então, desde muito pequeno, eu tive a oportunidade de conhecer diferentes culturas. E mesmo adulto, eu continuei viajando, a maioria das vezes a trabalho. Viajar é mais que um hobby, é mais que trabalho. É minha vida.

Tempo, passagens, hospedagem, produção, roteiro, edição, finalização, musicalização, contextualização. Ufa, são muitas etapas para uma atração como o 50 por 1. Qual a principal dificuldade de comandar um programa de viagem?

Há várias dificuldades. A primeira é logística: arrumar vistos para equipe, liberar os equipamentos para as gravações, conseguir gravar em alguns lugares que nunca aceitaram uma câmera de TV. A gente lida com isso toda hora. Outras dificuldades que eventualmente podem aparecer são culturais ou linguísticas, por isso que, na Ásia, sempre temos um produtor local para facilitar as gravações.

Ao longo da trajetória do 50 por 1, qual acontecimento inusitado você considera mais marcante?

Quando perdemos o cruzeiro de Londres para os Estados Unidos e tivemos que pegar um cargueiro nas gravações para a Volta ao Mundo. Nunca passei tanto medo em uma viagem. Dez dias e dois furacões.

Sua família tem matriz empresarial. Qual a influência disso em sua carreira?

Acho que eu consigo enxergar o negócio da televisão, consigo ver o programa como um produto e tento fazer esse produto cada vez mais atraente para o meu público.

Além da carreira televisiva, você enveredou por outra área do entretenimento: o lazer na noite, com ambientes top’s e badalados. Como foi o processo de criação de negócios em casas noturnas?

Isso foi um processo natural. Eu sabia o que estava acontecendo na noite das principais cidades do mundo. E sempre achei que São Paulo, Rio de Janeiro e as principais cidades do Brasil mereciam estar alinhadas com o que estava acontecendo no mundo. Minha sorte foi ter encontrado gente com o mesmo tipo de visão que quis entrar nesse negócio comigo.

Por nascer em um lar onde o ramo empresarial mais tradicional sempre foi nítido, você pode ter sofrido algum tipo de desconfiança por ousar, digamos, trilhar caminho em um território incomum ao seu meio de convívio. Qual a reação de sua família ao saber que você iria enveredar pela área do entretenimento?

No início, houve alguma desconfiança, mas, depois que eles viram o produto final, o apoio foi geral. Meu pai e minha mãe são meus maiores fãs.

Atualmente, está cada vez mais complicado segmentar o público, que tem se mostrado pecualiar sob vários aspectos. Qual o segredo de manter uma agenda noturna sempre moderna e que agrade a um público cada vez mais plural e exigente?

O segredo é sempre se atualizar. É saber o que está acontecendo em todos os lugares e ter a sensibilidade de perceber quais dessas tendências cabem no Brasil.

Voltando a falar de sua carreira televisiva, como você analisa hoje o 50 por 1?

O 50 por 1 virou hoje referência de programa turístico no Brasil. Foi uma ideia corajosa para TV aberta e que acabou dando muito certo. De vez em quando, é bom superestimar a audiência, fazer conteúdo com qualidade. Acho que em nenhum lugar do mundo, com exceção da BBC da Inglaterra, você encontra um programa similar em TV aberta.

Há algum planejamento para o programa nos próximos meses?

Nos próximos meses, estamos focados nas gravações da sexta temporada: Águas do Brasil.

Como dribla o tempo das gravações para administrar com o lazer, o descanso e a família?

Eu tento sempre arrumar um tempo para visitar meu filho, que hoje estuda na Suíça e, sempre que volto de viagem, já estou com a Cris. Nós moramos juntos há dois anos e eu gosto de ter essa estabilidade na minha vida, para contrabalançar a loucura de sempre viajar.

A audiência não é tudo, mas é quase. Afinal, através dela, outros fatores caminham juntos: horário de exibição, faturamento, mídia etc. De que maneira a audiência influencia no formato do seu programa?

No início, eu mostrava muito para audiência o que eles podiam fazer, porque a maioria das viagens era novidade. Hoje, eles me mandam muitas sugestões, via Facebook e Twitter. Sempre que posso, tento incorporar as sugestões no roteiro.

Um programa de viagens pode adquirir forte apelo comercial, já que envolve várias áreas e múltiplos setores. Como é a relação publicitária com o 50 por 1?

Nós sempre tivemos patrocinadores muito fiéis, que sempre apostaram no formato e que tiveram resultados incríveis no programa. Acho que eu não tenho o que reclamar dos meus patrocinadores. E vice-versa.

Para finalizar, como o Alvaro Garnero espera estar daqui a uma década como pessoa e profissional?

Feliz. Para mim o que importa é ser feliz.

Confira mais entrevistas em nossa coluna!

Acompanhe o ensaio fotográfico completo. Fotos by Lino Vieira.

 

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