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A música ganhou um significado ainda mais especial no Rock in Rio 2026. Aos 23 anos, João Pedro Rocha, conhecido artisticamente como DJ JP, fez história ao se tornar o primeiro DJ com síndrome de Down a se apresentar no festival. A participação aconteceu no Artist Village, área destinada a artistas, convidados e profissionais do evento.
Mais do que uma conquista individual, a presença de JP em um dos maiores festivais de música do país reforça uma mensagem importante sobre inclusão, autonomia e oportunidades para pessoas com síndrome de Down. No palco, o jovem mostrou que talento e profissionalismo não são definidos por uma condição genética.
A relação de João Pedro com a música começou ainda dentro de casa. Criado em uma família ligada ao universo musical, ele cresceu frequentando festas, shows, rodas de samba e blocos de rua. Aos poucos, aquilo que fazia parte de sua vida se transformou em um projeto profissional.
A preparação ganhou força em 2024, quando JP iniciou sua formação como DJ sob orientação do produtor Rafael Nazareh. Desde então, passou a desenvolver técnicas, construir repertório e conquistar espaço no mercado. Seus sets transitam por diferentes estilos, como samba, MPB, pop e funk.
A estreia profissional aconteceu em 2025, no Rio de Janeiro. Em 2026, sua trajetória ganhou ainda mais projeção. Em Recife, JP abriu apresentações de artistas como Elba Ramalho e participou da programação do Galo da Madrugada. Também integrou a turnê “Oitentação”, de Geraldo Azevedo, realizando a abertura de oito apresentações em diferentes cidades brasileiras.
Agora, chegar ao Rock in Rio representa um novo marco nessa caminhada. Antes da apresentação, JP destacou que nunca imaginou alcançar o festival e ressaltou uma mensagem que sua própria história ajuda a tornar visível: ter síndrome de Down não o impede de buscar seus sonhos e exercer a profissão que escolheu.
A conquista também chama atenção para uma discussão que vai além dos palcos. Pessoas com síndrome de Down podem estudar, trabalhar, desenvolver talentos, construir carreiras e ocupar diferentes espaços da sociedade quando encontram oportunidades, formação e respeito às suas individualidades.
No Rock in Rio, JP não foi apenas símbolo de inclusão. Foi um profissional da música ocupando seu espaço, mostrando seu trabalho e celebrando uma trajetória construída com dedicação.