
A digital influencer Bella Falconi passou pelo Ceará para curtir uns dias merecidos de sol, lazer e descanso. Mesmo assim, ela abriu uma brecha na agenda de férias para nos receber para uma descontraída entrevista, durante a qual falou sobre carreira, saúde, família e projetos para 2018. Acompanhe:
Você foi morar nos Estados Unidos, trabalhou em padaria, foi taxista. E hoje é empresária fitness. Como foi começar tudo isso em um país totalmente diferente?
Primeiro, quero dizer que é um prazer estar falando com a Frisson. Agradeço ao carinho com que tenho sido tratada aqui no Ceará, estou realmente muito feliz! Bom, é uma história muito louca, de muita coragem, fui literalmente com a cara e a coragem morar fora com apenas 20 anos. Poucos dólares no bolso, mas muitos sonhos, muitos sonhos. Trabalhei realmente numa padaria em uma época, trabalhei quase um ano como motorista de táxi. E foi incrível, porque eu ganhava muita gorjeta. Lá nos Estados Unidos, os americanos têm muito disso. E eu fui, os anos foram passando, mas os sonhos nunca morreram dentro de mim. Eu sempre tive meu foco. Sou muito disciplinada, muito focada. Nessa época, eu nem sonhava em nada fitness, nada de saúde. Passados alguns anos, eu me pego fazendo faculdade de Nutrição. Eu trabalhava em um banco já, e as coisas foram acontecendo para mim. Eu sempre digo assim: o universo conspira a favor de quem não conspira contra ninguém. Eu nunca perdi meu tempo focando em ninguém, sabe?! Sempre estive focada em mim, nas minhas metas. Acho que, assim, a vida flui.
São quase 3 milhões de seguidores. Qual a maior dificuldade de você ter acesso às pessoas e as pessoas terem acesso a você?
Olha, é muito engraçado isso. Eu tenho um grande amigo lá em Orlando, o Rodrigo, que ele diz assim: “Bella, olha, eu acho que você ainda não tem muita noção do que aconteceu na sua vida, né?”. Eu fui e disse “é, realmente, não tenho”. Acho que o fato de eu morar fora me tira um pouco desse escopo de exposição, de popularidade. Então, eu não tenho realmente muita dimensão disso. Quando eu venho para o Brasil, as pessoas me mandam mensagens e dizem que querem me encontrar. Eu vou e marco um encontro. Às vezes, fico pensando “gente, eu marquei um encontro e vou, mas, sei lá, se for uma emboscada?” (risos). Eu sou muito solícita. Adoro encontrar pessoas. Para mim, não mudou nada. Aliás, a única coisa que, sim, mudou é a questão da responsabilidade. Hoje em dia, eu sou uma formadora de opinião. E eu encaro isso como uma coisa muito séria. Foi por isso que eu decidi mudar o rumo naquela época e trocar a Administração pela Nutrição. E, hoje, já sou formada, estou fazendo meu mestrado em Nutrição Aplicada lá nos Estados Unidos pensando nos seguidores, 100% nisso.
Sempre existe alguém melhor do que a gente e sempre existe alguém com mais dificuldade que a gente. E isso de não perseguir ninguém talvez seja um dos segredos do sucesso.
Exatamente. Hoje em dia, a gente lida muito com a questão dos haters, das pessoas que estão ali só para fazer o mal, para falar mal de você, para te criticar de uma forma maldosa e te por para baixo. A internet deu voz a essas pessoas. Não que elas não existissem antes, elas sempre existiram, só que, agora, isso proliferou porque tem a rede social. Até uma dica que eu deixo para as pessoas: quando eu falo de saúde, não falo apenas de alimentação, de quantas vezes você vai para sua academia por semana. Eu sempre digo que é um triângulo: a mente, o corpo e o espírito. A gente precisa cuidar das três coisas para que a gente consiga chegar a um nível de saúde completo. Então, quando a gente permite que essa energia negativa de rede social, de internet, do mundo atinja nosso interior, a gente vai prejudicar as outras partes. Não adianta comer bem, não adianta ir para academia se seu espírito não estiver bem. E eu aprendi muito isso! Inclusive eu postei uma frase que eu amei que diz assim: "A água inteira do mar não pode afundar um navio, a menos que invada o seu interior. Da mesma forma, a negatividade do mundo não pode te derrubar, a menos que você permita que ela permaneça dentro de você".
Qual a principal mudança que sua filha, Vicky, trouxe à sua vida e queremos saber se existe projeto para os próximos filhos?!
Existe, claro! A gente já está pensando na possibilidade de um irmãozinho para ela. Na verdade, eu quero três filhos. Quero dois por agora, a Vicky e mais um. E um terceiro quando eu tiver uns 38 ou 39 anos. São os meus planos, mas pode ser que Deus mude tudo, porque a vida é assim. A chegada da Vicky foi uma reviravolta. Eu engravidei na lua de mel. Não esperava que fosse acontecer tão rápido, fiquei até assustada no começo. Mas, depois que ela nasceu, a gente aprende e conhece uma forma de amor tão incondicional, tão divina, tão louca, que você para e pensa “gente, a vida não é nada daquilo que eu imaginava que a vida fosse”. A vida, para mim, só fez sentido depois da Vicky. Eu não consigo nem lembrar de como eu era antes dela. E, sobre a questão do corpo, muita gente me pergunta sobre isso. “Ah, como é que você engravidou e não pensou que poderia ter estragado seu corpo?”, me perguntam muito. E eu falei: gente, eu acho até uma afronta falar isso, porque filho é uma bênção tão grande, que eu acho que a última coisa que eu pensei foi isso.
A Vicky come guloseimas ou ela já entra em uma linha saudável como a mãe?
Sabe o que eu acho interessante? Eu sempre acreditei, por ser uma profissional da Nutrição e de uma vida saudável, eu acho que o exemplo arrasta. Então, ela vendo que eu e o pai somos saudáveis, ela já vai ter hábitos saudáveis. Em casa, eu não compro muita porcaria. Tem uma guloseima ou outra, óbvio, porque vai visita. E eu também como, né?! Eu jaco às vezes. Eu não sou um robô. Mas, no caso da Vicky, algumas vezes, a gente está em restaurante e, na hora da sobremesa, eu chego e ofereço uma colher de sorvete. E ela simplesmente não quer! É dela isso. Eu não fico obrigando também! E eu não privo. Todos os dias?! Realmente não. Mas, por exemplo, em uma viagem. A gente foi para a Europa, ficamos 15 dias lá. E, quando sai de casa, ela é difícil para comer. Eu fiquei muito preocupada. Ela estava mamando, obviamente, mas não estava comendo direito. Então, eu falei “gente, eu não vou nem pensar de onde veio a caloria, pois, de onde vier, está valendo” (risos). Se ela comeu batata frita? Comeu. E eu não vou proibir. Mas ela não come todo dia. A gente precisa de equilíbrio. Acho que a mãe tem que ter bom senso, tem que ter discernimento, equilíbrio e deixar a criança ser criança.
E os projetos para 2018?
Espero que um filho. Termino meu mestrado ano que vem. Assim que terminar, se Deus quiser, eu quero começar meu PHD. E ficar livre. Eu falo isso brincando, mas eu não consigo ficar sem estudar. E eu quero crescer ainda mais na minha plataforma online post. Eu falo sempre que, quando a gente ora e pede a Deus as coisas com fé, Ele escuta. Às vezes, a gente tem a impressão de que Ele não está nos ouvindo pelo fato de não escutarmos a voz Dele. Mas, sim, Ele está te ouvindo. E Ele está botando lá no “caderninho” dele. Se for da vontade Dele, vai acontecer. E comigo não foi diferente. Encontrei uma equipe muito bacana. Eu tenho PHD, eu tenho mestres, cientistas, enfim, pessoas incríveis. Então, o projeto é esse. Continuar crescendo, dando palestras no mundo acadêmico, fazendo pesquisas. E mudar mais vidas! E, se eu puder dar um conselho para as pessoas, é que acredite em você e no seu potencial. O mundo sempre vai tentar te calar. Mas filtra todas as informações que você receber. Foca no seu sonho. Esquece o resto e segue em frente, que vai dar certo.















