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ENTREVISTA

Severino Ramalho Neto

O nome do Mercadinhos São Luiz.

30 de out. de 2015 - 22:11

Severino Ramalho Neto, cap do Mercadinhos São Luiz, assumiu esse ano a presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). 

Em entrevista concedida a Patrícia Calderón para o programa Diálogos, o empresário fala sobre essa nova fase, conquistas, sucesso e planos.

Confira parte dela aqui na Frisson.

Como presidente da CDL, como você tem enfrentado a crise?

Vivemos duas crises, uma politica e econômica. Não podemos fazer nada no caso da politica, mas trabalhar bastante no caso da econômica. Temos que ser criativos para sair dessa crise. E é o que o varejo tem feito. Tanto na nossa empresa, que é o Mercadinho, onde buscamos novas formas de conversar com o cliente, criando novas formas de venda. Na CDL, temos uma faculdade fantástica voltar para formar o varejista. A crise é passageira.

Você como empresário, qual é o diferencial para driblar a concorrência?

Estamos focados em um nicho de mercado que atende classes A, B e C. Pesquisando muito esse cliente. Hábitos alimentares, sobre praticidade. O cliente do São Luiz busca uma praticidade maior. O comportamento da sociedade está mudando como tudo está se mudando no nível do consumo. A sociedade está mais preocupada com a saúde e se prevenindo para ter uma vida mais longa e saudável.

O público é diferente entre lojas de rua e lojas de shopping?

Não. Não é diferente. Como colocamos lojas de shopping, evidente que ela tem o papel de atender mais a uma região, uma cidade. Enquanto a loja de rua tem uma comunicação para atender aquele raio no entorno. Temos lojas em vários shoppings, entre eles o RioMar. Todas elas tem um papel de atender um leque maior de pessoas e fazem esse papel de levar a mensagem do São Luiz para bairros onde não estamos presentes.

Quem é o público do São Luiz?

O cliente do São Luiz vê outras vantagens além do simples comprar um produto. Nosso cliente lê o rotulo, sabe o que tem no produto. Ele valoriza a saúde, praticidade. São clientes que tem muita informação. Eles usam essa informação para o consumo e o São Luiz tá ligado nisso.

O São Luiz oferece café da manhã, almoço e até jantar. Isso tem atraído mais clientes?

Temos que falar a linguagem do público. Cada vez mais o nosso cliente tem menos tempo disponível para ele. Comida pronta é um fato. A refeição fora de casa é fato e temos que ficar preparados para isso. O self-service pertence ao mercadinho.

Qual é a principal preocupação dos empresários que fazem parte da CDL?

A CDL é uma instituição que a cada ano que passa vem tido boas gestões e isso aumenta o nosso desafio. O Ceará tem se posicionado através de suas lideranças no comércio de uma forma diferenciada, o que aumenta o meu desafio.

É sua primeira vez nessa posição?

Fui presidente da SuperRede, uma associação de supermercados. Mas a dimensão da CDL é outra coisa. É um desafio. Eu tenho me surpreendido positivamente com o quadro e a representatividade que a CDL tem. Qualificamos e unimos o varejo.

Uma pesquisa mostrou que o Mercadinho São Luiz é uma empresa boa de se trabalhar e os funcionários gostam de fazer parte dela. O que é feito para ter esse feedback?

Fomos eleitos no ano passado, o melhor supermercado do Brasil para se trabalhar. O que temos de diferente, é uma palavra chamada: confiança. Como se adquire isso? Conversando muito com o nosso funcionário. Ele sabe quem é o patrão dele, que não sou eu, mas o cliente. Eu fui empacotador e acabei passando por várias funções dentro da loja. E isso é o que acontece com a nossa equipe.

O que é a CDL móvel?

Esse projeto tem 40 edições e mais de 1000 pessoas formadas. A CDL sai da sua zona de conforto e vai aos bairros. Leva a sua faculdade para os bairros e forma os lojistas associados, mas vamos abrir para não associados por conta dos alunos das escolas que usamos para formar e qualificar.

Qual é a finalidade?

Formar e qualificar. Queremos ser reconhecidos como associação que qualifica o varejista. Em um primeiro momento, lojistas e funcionários de lojistas podem participar. Mas em breve será aberto para não lojistas. Para participar, basta doar 1 kg de alimento.

Para finalizar, uma pesquisa do DIEESE mostrou que o trabalhador está precisando trabalhar mais para comprar itens básicos da cesta básica. Vocês tem sentido essa dificuldade para o consumidor do São Luiz?

A cesta básica é uma bandeira que a gente briga, pois acreditamos que ela não deveria ter imposto. Em um país que produz tanto, o alimento deveria ser mais barato.

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