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ENTREVISTA

Gugu Liberato: showman

A TV está no seu sangue.

27 de fev. de 2015 - 02:00

Augusto Liberato, o "Gugu", estava afastado da TV há um ano e meio. O apresentador e o grande público estavam com saudades. Ele está de volta à telinha. Em três dias na semana, entrará nas residências de todo o País, através da Rede Record. A ansiedade é intensa e a motivação para o novo desafio ainda maior.

Diversão, emoção, humor, jornalismo e música são os principais elementos da nova atração de Gugu na Record. E na última quarta-feira, dia 25, o apresentador estreou o programa 'Gugu', que vai ao ar, ao vivo, todas as terças, quartas e quintas-feiras, às 22h30.

A promessa é de muitas novidades e, também, quadros que fizeram história, além de reportagens e entrevistas pelo Brasil, reforçando a vertente Gugu jornalista e comunicador. Também está confirmada a participação da jornalista Renata Alves na equipe do 'Gugu'. A apresentadora do 'Hoje em Dia' vai protagonizar o quadro 'Estação Rodoviária'. Ela percorrerá diferentes rodoviárias do País para conversar com quem viaja pelas estradas brasileiras, seja para reencontrar um parente ou tentar a sorte em outra cidade.

Música e humor também não ficarão de fora de 'Gugu'. No palco da atração, o apresentador receberá os principais artistas da música popular brasileira. Haverá, ainda, um concurso de humoristas a fim de revelar um novo talento do País. Além disso, não faltarão experiências com bichos e muitas brincadeiras e prêmios para a plateia.

Em entrevista à Frisson, na semana de sua grande estreia na Rede, o apresentador contou um pouco de sua trajetória e os planos para o retorno à TV. Confira!

Por que você decidiu voltar para a Record?

Estudei muito todas as propostas. Na Record, encontrei um projeto que muito me interessou profissionalmente e comercialmente. Gosto de desafios e há muito tempo não enfrentava um tão grande. Estou há muitos anos aos domingos e, agora, estar à noite e em três dias na semana é realmente desafiador. No atual momento da minha vida, achei que seria bom experimentar o que o público espera do Gugu à noite e durante a semana.
 
Você já é um profissional muito bem sucedido. Qual é a sua motivação para voltar à TV e fazer um programa ao vivo três vezes por semana?

Estou na televisão já quase há 40 anos. Está no meu sangue. Não me vejo fazendo outra coisa. Minha motivação é trabalhar, ficar em contato com o público, entreter e informar.

De quem foi a decisão de terceirizar a produção do seu novo programa? Por que?

Este é um modelo muito usado por diversas TVs no mundo há muito tempo. Eu já tinha a minha produtora, a GGP, e a Record precisava desta parceria. Quando sentamos para discutir a minha volta, esta ideia logo surgiu e achei interessante ter mais autonomia na produção do nosso programa. As grandes redes de TV estão firmando cada vez mais parcerias com produtoras independentes. Isso ajuda na redução de custos e na geração de empregos no País. Estou feliz com o projeto e pretendo, cada vez mais, focar meus investimentos nesse ramo de negócios.
 
Por que o programa será por temporada e não fixo na grade?

A grade de programação da Record tem diversas atrações já consagradas ao longo do ano. Uma pesquisa encomendada pela emissora mostrou que o público queria me ver à noite e durante a semana. Para conciliar a grade, optamos por fazer por temporada.

Gaida Dias, Gugu Liberato e Miguel Dias (Foto: Arquivo Frisson)


 O novo programa será ao vivo. Você terá a mobilidade de interromper a transmissão e abordar acontecimentos ou ceder espaço para o jornalismo?

Sim. Estar ao vivo nos dará esta mobilidade. A Record tem na sua espinha dorsal o jornalismo. E, no nosso programa, informação não vai faltar. E ainda vamos preencher um espaço na grade que não tem jornalismo. O último horário é no Jornal da Record e depois só às 6 da manhã.
 
O programa também terá reportagens. O que você pretende abordar?

Todos os assuntos. Estou disposto a estar mais na rua e mais próximo dos acontecimentos e do público.
 
Você acompanha a audiência minuto a minuto?

Como o programa é ao vivo, costumamos acompanhar a audiência. Isso serve como referência para chamar um break ou saber o que o público está acompanhando. É normal em televisão.

Como você lida com a fama? Qual é o lado bom e o ruim?

Estou acostumado com os bastidores da televisão. Há o lado bom, do carinho do público e do reconhecimento do trabalho. Lido bem com isso porque sempre fiz programas de auditório. Mas, mantenho minha privacidade. Não gosto de expor minha família.

Qual a sensação de estar voltando para a telinha depois de um ano e meio? Estava com saudade? Você se imagina não fazendo TV?
 
São quase 40 anos de carreira na televisão. Eu estava com saudades. Mesmo depois de muito tempo, a sensação é sempre de estreia, de ansiedade. É mais um desafio.  Aproveitei este tempo fora para ficar com minha família, viajar, passar os domingos em casa – coisa que não fazia há 30 anos -, além de estudar e observar mais as TVs no mundo. Não consigo me desligar. Televisão está no meu DNA.

O que o público pode esperar dessa estreia?

Serão três programas por semana, em horário nobre, ao vivo. Tudo pode acontecer. O telespectador pode esperar muita diversão, humor, emoção, desafios e jornalismo. Além do estúdio, também vou fazer reportagens externas. Vamos resgatar alguns quadros de sucesso que estão na memória afetiva do público. Mas, também, haverá novidades.

Você tem um quadro favorito no programa?

Já fiz vários quadros nessa longa trajetória na TV, muitos de sucesso, como o Táxi do Gugu. Esse volta, agora, no programa, mas com participação, também, de famosos. Gosto de interagir com o público, ouvir suas histórias. Só faço quadros com os quais me identifico e gosto.

O famoso Táxi do Gugu está de volta e é um marco na sua carreira. Foi uma sugestão sua para o programa colocar esse quadro? Já gravou alguma participação? Pode adiantar quem é?

Sim. O Táxi do Gugu estará de volta, mas com novidades no formato. Não posso adiantar muita coisa porque é surpresa. Mas, vocês vão gostar. Já gravamos alguns. Haverá, também, a participação de famosos. Foi uma ideia conjunta da direção e minha de resgatar esses quadros que fazem parte da história da TV. O público também me pede muito nas ruas e por meio das redes sociais.

Você tem o sonho de entrevistar alguém que ainda não entrevistou?

Já entrevistei muita gente. Mas, como comunicador, sempre quero mais. Estou realizando entrevistas bem interessantes para o programa. Em breve, vocês vão acompanhar.

Seus fãs cobraram sua volta para a tv?

Depois de quase de 40 anos de carreira e na televisão, é inevitável que as pessoas cobrassem a minha volta, sim, à TV. A gente, sem querer, acaba criando um vínculo com os telespectadores, que se acostumam a nos ver na telinha.

Seu lado entrevistador ficará mais forte nessa atração? Você pretende fazer dessa uma marca nova para o programa?

Eu sempre gostei de entrevistar, sejam os entrevistados famosos ou anônimos. Fiz e faço isso em todos os quadros dos meus programas.

"Táxi do Gugu" é um dos quadros que deve voltar reformulado. Além dele, quais outros devem voltar ao ar e por que a escolha dessas atrações? Acredita que o público é saudosista?

Vamos investir em novidades, como o quadro 'Dançando na Água'. Mas, também, voltaremos a apresentar quadros que fizeram sucessos nos programas que apresentei. Vão voltar o 'Táxi do Gugu' e o quadro em que acordamos famosos. Não sei te dizer se o telespectador é saudosista. Acontece que, de alguma maneira, os programas que eu apresento têm uma marca e características e quadros que os telespectadores esperam ver neles. Não podemos deixar o público na mão, sem ver o que espera.

Grande parte do público te conhece por comandar atrações nos fins de semana. Dessa vez, assistiremos o Gugu no meio da semana. O conteúdo e o jeito de apresentar um programa muda por conta do dia em que ele vai ao ar?

É um novo desafio para mim. Estou muito ansioso. De fato, as minhas experiências na TV foram, em sua maioria, aos fins de semana. Claro que o público é diferente. Mas, a ideia do programa do “Gugu” é entreter a família, permitir que a família se sente junta no sofá da sala.

(Foto: Jocy Jinkings)

Um de seus novos quadros será com pessoas dançando na chuva. Como vão lidar com essa produção, já que estamos passando por um período de seca?

O quadro se chamará 'Dançando nas Águas' e vamos utilizar água da chuva. Contratamos uma empresa que irá tratar a água da chuva que será utilizada. Temos consciência da crise hídrica pela qual, infelizmente, São Paulo está passando.
 
Com 40 anos de carreira, tem algo que você ainda não fez e tem muita vontade de fazer? O que é?

Essa magia da televisão nunca vai morrer. Quero sempre estudar, conhecer novas tecnologias e melhorar o que eu faço. Agora, estou nas redes sociais. Gosto dessa integração entre conteúdo de TV e novas mídias. Meu foco, agora, é o programa e a minha produtora, que é parceira desse novo projeto.

Tem alguma coisa que você não faria na televisão?

Nada que desrespeite o meu público.

Como você avalia sua trajetória? Se arrepende de alguma coisa?

Minha trajetória é de trabalho, determinação. Fiz um pouco de tudo na televisão. Comecei como office boy até virar apresentador. Não me arrependo de nada.

O seu Instagram é muito acessado. Você curte acessar as redes sociais? É do tipo que só posta fotos ou daquele tipo que também dá uma fuxicadinha no Instagram dos amigos?

Entrei nas redes sociais há pouco tempo, mas estou adorando esse feedback do público. Tenho Instagram e Facebook. Gosto de postar fotos do meu trabalho e, também, dos meus momentos em família, com meus filhos. Mas, também acompanho as “curtidas” do público, os recados. Eles me dão muitas ideias e, também, relembram sucessos da minha carreira. Fico feliz com esse carinho do público.

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