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Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Lula anunciou, nesta quinta-feira (17), um reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo pago pelo programa passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começarão a ser pagos na folha de outubro, a partir do dia 19.
O benefício mínimo de R$ 600 foi estabelecido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, na transição do Auxílio Emergencial, criado durante a pandemia de Covid-19, para o Auxílio Brasil. Com a posse de Lula, em 2023, o programa voltou a se chamar Bolsa Família.
Além do aumento do valor mínimo, também haverá reajuste no benefício pago por integrante da família. O valor passará de R$ 142 para R$ 164. A soma dos benefícios recebidos por cada família deverá garantir um pagamento mínimo de R$ 691.
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027. De acordo com ele, a correção representa uma recomposição da inflação acumulada desde o início do governo Lula, em 2023, até o mês atual.
A inflação acumulada desde março de 2023 chegou a 15,04%, considerando o INPC, índice calculado pelo IBGE para medir a variação de preços para famílias de menor renda, com ganhos de até cinco salários mínimos. Esse foi o percentual utilizado como referência para o reajuste do Bolsa Família. Considerando o IPCA, índice oficial utilizado pelo governo nas metas de inflação e que abrange famílias com renda de até 40 salários mínimos, a inflação acumulada no período seria de 16,3%.