Mudanças nos voos diretos entre Fortaleza e Miami preocupam setor turístico - Frisson Online

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Mudanças nos voos diretos entre Fortaleza e Miami preocupam setor turístico

 

 

Os voos diretos entre Fortaleza e Miami passaram por mudanças, mas a ligação aérea entre a capital cearense e a cidade norte-americana não será  encerrada.


A principal alteração envolve a GOL Linhas Aéreas, que decidiu manter a rota apenas durante os períodos de maior demanda, como as férias de julho, dezembro e janeiro. Nos demais meses, a operação será suspensa como parte de um ajuste na malha aérea da companhia. A medida busca adequar a oferta de voos à procura de passageiros.


Enquanto isso, a LATAM segue operando a rota Fortaleza–Miami. Em 2026, a companhia retomou os voos diretos entre as duas cidades, inicialmente com frequência semanal. No entanto, a empresa também anunciou ajustes na operação da rota em função da readequação de sua malha aérea.


Com esse cenário, a disponibilidade de voos sem escalas entre Fortaleza e Miami ficará mais restrita ao longo do ano. Em alguns períodos, os passageiros poderão precisar recorrer a conexões em cidades como São Paulo, Brasília ou outros aeroportos internacionais, o que pode aumentar o tempo de viagem e, dependendo da data, o custo das passagens.


Para a presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), Ivana Bezerra, a manutenção de voos internacionais é estratégica para o turismo cearense e vai muito além da comodidade para os passageiros.
"Esse voo para Miami é de muita importância para a gente, como qualquer outro voo internacional. O destino Miami, apesar de o movimento ser muito mais daqui para lá do que de lá para cá, a gente vê um número de americanos chegando em maior quantidade do que antes. Todo destino que tem um voo direto aumenta muito a possibilidade de ampliar o fluxo de turistas", afirma.


Ela destaca que Miami e Orlando funcionam como importantes portas de entrada e saída entre o Ceará e os Estados Unidos.


"Miami, como Orlando, é a nossa porta de entrada para os Estados Unidos e de saída também. São rotas fundamentais para fortalecer a conectividade internacional do Ceará."


Ivana ressalta, porém, que a constante readequação das malhas aéreas pelas companhias gera insegurança para todo o setor turístico.


"A questão da malha aérea é muito delicada para a gente. Quando esperamos que a operação tenha realmente vingado e que vá continuar, as companhias mudam. É difícil entender, mas elas são empresas e, quando determinado trecho deixa de ser rentável ou encontram outro mercado mais interessante, fazem a substituição."


Segundo Ivana, essa instabilidade acaba afetando diretamente o planejamento da promoção internacional do destino Ceará.


"A partir do momento em que existe uma instabilidade, uma insegurança sobre a continuidade dos voos, não existe um investimento maior na promoção do nosso destino lá fora. As secretarias de Turismo participam de feiras internacionais e a ABIH acompanha esse trabalho, investindo em material e divulgação. Mas, quando não há segurança de que o voo permanecerá, acabamos priorizando outros mercados que oferecem mais estabilidade."


A presidente da ABIH-CE afirma que o desejo do setor é que as ligações com os Estados Unidos se consolidem definitivamente.


"A gente torce para que esses voos para os Estados Unidos sejam realmente definitivos e que não tenhamos mais essas mudanças."

Apesar dos ajustes anunciados pelas companhias, Fortaleza continua sendo um dos principais portões de entrada internacional do Nordeste. Para o trade turístico, a consolidação de voos regulares e permanentes é considerada essencial para ampliar a chegada de visitantes estrangeiros, fortalecer o turismo de lazer e negócios e aumentar a competitividade do destino cearense.

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