CE registra aumento de 153% casos de dengue, chikungunya e zika vírus em 2022
Os dados são do último boletim de arboviroses urbanas publicado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa)

Foto: Divulgação
Entre as cinco primeiras semanas epidemiológicas de 2022 e o mesmo período de 2021, houve um aumento de 153,2% dos casos suspeitos de arboviroses, tais como dengue, chikungunya e zika vírus, no Ceará. No total, foram 1.869 casos suspeitos, sendo 1.470 apenas para dengue. No mesmo período, em 2021, eram 738 casos. Os dados são do último boletim de arboviroses urbanas publicado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).
O aumento gera preocupação devido à quadra chuvosa do Ceará, quando se observa um crescimento de água parada devido às chuvas, um dos fatores que pode atrair o mosquito Aedes Aegypti, transmissor das doenças.
"Este aumento acende um alerta muito importante, principalmente, neste período de chuvas em que alguns reservatórios ou recipientes podem estar disponíveis ou descobertos, sendo um ambiente favorável para o Aedes aegypti. É um momento de redobrar ainda mais os cuidados, de se proteger, sempre que possível com uso de repelentes, mas, principalmente, verificar se na sua residência existe algum depósito que esteja destampado, porque ele pode virar um criadouro do mosquito", é o que explica a secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde, Ricristhi Gonçalves, em nota enviada para a imprensa.
Em 2021, foram 32.762 casos de dengue, 1.133 de chikungunya e 175 de zika vírus. No total, 21 pessoas morreram em decorrência de dengue. Já por chikungunya, houve registro de uma morte, sendo a vítima uma bebê de apenas 11 meses. Não houve mortes por zika vírus em 2021, no Ceará.
A médica Christianne Takeda, infectologista do Hospital São José (HSJ), destacou, em postagem no site da Secretaria de Saúde, a preocupação deve ser não só pelos hábitos da própria casa, mas da comunidade em si, visto que o Aedes aegypti pode percorrer uma distância de até um quilômetro. “Às vezes, a pessoa está tomando conta do próprio terreno, mas, na região, podem existir espaços favoráveis à reprodução do mosquito. Por isso, é fundamental que todos façam a sua parte e eliminem possíveis focos”.
















