Funcionários do Banco do Brasil protestam contra restruturação de agências com paralização
Na Capital, bancários protestaram na manhã desta quarta-feira, 10, no Centro de Fortaleza

Foto: Divulgação
Funcionários do Banco do Brasil deflagraram uma greve nesta quarta-feira, 10, contra a execução de um plano de cortes de custos e de reestruturação do BB, que pretende demitir 5 mil caixas por meio do Programa de Demissão Voluntária (PDV) e fechar fechar 361 unidades - sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento.
Decidida por meio de assembleia virtual no último dia 5 de fevereiro, a greve tem como principal objetivo restaurar o diálogo com a empresa. Segundo Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, o Banco do Brasil, após o começo da greve, já chamou a categoria para um novo plano de negociações. “O conjunto das mobilizações levou o BB a recuar da falta de diálogo e chamou uma negociação para esta quarta. Os sindicatos estão cobrando o fim dos fechamentos das agências, o respeito aos direitos trabalhistas”.
Anteriormente, os trabalhadores já haviam participado de negociações com o Ministério Público do Trabalho (MPT). A conversa, entretanto, terminou sem acordo. Os bancários já haviam, inclusive, realizado atos nacionais nos dias 15 e 21 de janeiro. Já no dia 29, houve outra paralisação de 24 horas.
Na Capital, bancários protestaram na manhã desta quarta-feira, 10, no Centro de Fortaleza. Segundo o sindicato, o plano de reestruturação do banco deve fechar as agências de Santana do Cariri, Juaci Sampaio/Caucaia, Aerolândia (Fortaleza), Empresa Parquelândia (Fortaleza), avenida Barão de Studart (Fortaleza), Alto Santo, São João do Jaguaribe e Itaiçaba. Já as agências de Orós, Cambeba (Fortaleza), Aiuaba, Catarina e Irauçuba deverão ser reduzidas a postos de atendimento.
Segundo levantamento do Sindicato, cerca de 150 mil pessoas, entre clientes e população em geral, serão atingidas.
“O que nós queremos é negociar. Valorizamos o processo negocial e queremos que o banco suspenda a reestruturação enquanto durar essa negociação. Aprovamos o estado de greve e vamos manter a nossa mobilização forte e coesa. Não vamos permitir que o governo destrua o Banco do Brasil”, acrescentou o presidente do sindicato, em matéria enviada para a imprensa.















