Despejo da Ocupação Marighela é suspenso, mas espera resolução oficial; PMs estiveram no local
Os policiais chegaram cerca de seis da manhã, mas se retiraram vinte minutos depois. A informação repassada pela advogada Dillyanne Ribeiro, do Escritório Frei Tito, é que a ação havia sido

Foto: Divulgação
A Polícia Militar esteve na manhã desta sexta-feira, 11, no terreno da Ocupação Carlos Marighella, para a execução da ordem de despejo das famílias da Ocupação Marighela que estava marcada para esta sexta. Entretanto, os policiais já se retiraram, segundo informações do Instagram oficial do movimento, @ocupamarighella.
Os policiais chegaram cerca de seis da manhã, mas se retiraram vinte minutos depois. A informação repassada pela advogada Dillyanne Ribeiro, do Escritório Frei Tito, é que a ação havia sido desmobilizada. Entretanto, ainda não há nenhuma resolução oficial sobre o caso.
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Ocupac¸a~o Carlos Marighella (@ocupamarighella)
“A gente não tem nenhuma documentação oficial do prefeito ou do governador. Na terça, 8, o escritório e a defensoria pediram ao desembargador Mauro Liberato, da primeira Câmara de Direito Privado, a suspensão da ordem, mas ele negou. Mas ontem a prefeitura reforçou o pedido, pediu o adiamento, disse que poderia fazer uma audiência para combinar o reassentamento, também se colocou à disposição como amicus curiae [como instituição que pode contribuir com as decisões dos tribunais], mas o desembargador até o momento não despachou o pedido da prefeitura; A PM pediu o adiamento para a juíza, Roberta Pontes, da 38ª vara Cível, do Tribunal de Justiça do estado do Ceará, mas também não houve resposta”, explicou a advogada.
Dillyanne explica que a ideia passada é que a Polícia Militar compreendeu que o despejo causaria danos sociais e sanitários, principalmente devido à pandemia do novo coronavírus e em virtude de que as famílias ainda não possuem para onde ir. A Frisson entrou em contato com a assessoria da PM, que encaminhou a palavra para a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A coluna enviou um e-mail para a Secretaria, mas, até a publicação dessa matéria, não teve resposta.
Segundo Talita Maciel, coordenadora do Escritório, ainda falta uma movimentação do Judiciário para uma resposta aos pedidos de suspensão da ordem de despejo, mas temporariamente o Governo suspendeu a ação policial. Segundo a
Na última quinta-feira, 3, o movimento conseguiu uma reunião com o prefeito Roberto Cláudio, onde ficou decidido que a Prefeitura iria doar um terreno próximo à ocupação para que as famílias construam suas casas. Atualmente, 85 famílias residem no terreno ocupado, no bairro Mondubim.
Segundo Talita Maciel, o projeto de lei que desafetaria um terreno público próximo para alojar as famílias deveria ter sido votado nesta sexta, 11, mas foi adiado devido a um pedido da vereadora Priscila Costa (PRTB). “Caso tivesse sido votado hoje o projeto de lei, que era o compromisso da maioria dos vereadores, essa questão não estaria acontecendo, porque as famílias já estariam sendo deslocadas para o novo terreno”.
















