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OPERAÇÃO ONZENÁRIO

Ex-secretário do Ceará é alvo de operação da Polícia Federal que investiga crimes de corrupção

Entre os investigados, estão gestores e agentes públicos estaduais, que teriam envolvimento no crime entre os anos de 2008 e 2014, época apurada pela PF

03 de dez. de 2020 - 09:04
Ex-secretário do Ceará é alvo de operação da Polícia Federal que investiga crimes de corrupção

Foto: Divulgação

Atualizada às 11h43min.

A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta quinta-feira, 3, a operação Onzenário, que investiga crimes de corrupção, fraude em licitações, lavagem de capitais e organização criminosa no Ceará. Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão temporária na Capital, entre eles, dois empresários, um contador e um ex-gestor, e 26 de busca e apreensão no Ceará, em São Paulo e Salvador. A Polícia também apreendeu carros de luxo e obras de arte. 

Entre os investigados, estão gestores e agentes públicos estaduais, que teriam envolvimento no crime entre os anos de 2008 e 2014, época apurada pela PF e que faz referência ao governo de Cid Gomes (PDT). O ex-secretário da Casa Civil Estado e atual secretário do Turismo do governo Camilo Santana, Arialdo Pinho, está entre os possíveis nomes alvos da operação. Segundo nota enviada pela PF, também há indício da participação do genro do ex-secretário, gestor de uma das empresas que movimentou mais de R$ 600 milhões de reais nas operações de crédito sob investigação, e um dos alvos do mandado de prisão. 

A PF realizou nesta quinta, 3, às 10h30min, uma coletiva de imprensa para dar mais detalhes sobre o caso. Estavam presentes o superintendente da PF no Ceará, Dennis Cali, e o delegado regional de combate ao crime organizado, Alan Robson Alexandrino.  

"Através de um sofisticado sistema de sucessíveis negócios e lavagem de dinheiro, identificamos algumas empresas de faixada e a constituição de uma pessoa física fictícia. Todo esse esquema foi movimentado para que esses recursos transitassem entre as pessoas que se beneficiaram dessa fraude de licitação", indica o superintendente. O esquema ficou conhecido como "esquema dos consignados" e foi denunciado ainda em 2010, consistindo em "grandes prejuízos para servidores públicos do Estado que pagavam juros mais altos em razão do enriquecimento ilícito de servidores envolvidos, empresários e ex-gestores de bancos".

“A investigação policial identificou fluxo intenso de capitais obtidos de forma criminosa em prejuízo dos servidores públicos estaduais, através de investimentos, aquisições imobiliárias e simulação de aquisição de cotas de sociedade empresarial, em engenhoso esquema de corrupção e lavagem de capitais”, indicou a PF, em nota enviada para a imprensa. 

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