"Bolsonaro bandido": Padre Adélio pede desculpas ao Presidente da República em nota da Diocese
O sacerdote havia dito em homilia que eleitores de Bolsonaro deveriam se confessar.

O caso "Padre Adélio" teve mais um desdobramento. O sacerdote chamou Bolsonaro de bandido na homilia de uma Missa e asseverou que os eleitores dele teriam de se confessar. O trecho do vídeo com esta colocação viralizou e teve ampla repercussão. Padre Zezinho, precursor da música católica no país, publicou uma espécie de reprimenda ao colega de batina, alertando que o púlpito é da Igreja e não do padre. Ainda alertou para a postura de diálogo e que a política partidária não é lugar do padre, mas sim do leigo.
Padre Adélio escreveu uma extensa nota no perfil de sua Paróquia, a Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Arthur Nogueira, interior de São Paulo. "Seria bom ainda se perguntar por que um vídeo dizendo estas coisas se espalhou como fogo no capim seco? Há tantas pessoas que dizem isso na internet, não sou o primeiro. O que mudou? Talvez não seja somente eu a estar cansado e angustiado com tudo o que está acontecendo e esta voz acabou representando tantas vozes entaladas na garganta de muita gente", diz o trecho do texto que busca justificar a colocação.
Horas mais tarde, o Bispo da Diocese de Limeira, Dom josé Roberto Fortes palau, emitiu uma nota pedindo desculpas ao Presidente da República Jair Bolsonaro e afirmando que Padre Adélio se excedeu nas palavras. "Infelizmente, uma parte da homilia proferida durante a celebração do dia 2 de julho última, que foi transmitida, como exige o momento, por diversos meios de comunicação , ganhou repercussão midiática pelo uso das palavras inadequadas em sua referência ao Exmo. Sr. Presidente da República. Pe. Edson Adélio Tagliaferro reconhece que se excedeu em suas palavras e pede desculpas ao Exmo. Sr. Presidente da República e a todos que se sentiram de algum modo atingidos".
















