

Cecília Dassi / Foto: Divulgação
A psicóloga Cecilia Dassi, que encantou o público durante sua infância como atriz, apelou ao bom senso – tão em falta atualmente – diante dos pedidos para que volte às telinhas. Aliás, fez de seu desabafo uma pertinente e necessária reflexão para todos nós. “’Você tinha que voltar a fazer novela’. ‘Poxa, você era tão talentosa, sinto sua falta na telinha’. Entendo que são demonstrações de carinho, não quero ser indelicada com quem fala isso, mas acho que precisamos falar sobre as expectativas que os outros criam para nós. Sou muito mais feliz com meu trabalho hoje, na clínica e na internet, sou realizada e orgulhosa, enxergo com brilho nos olhos meu futuro profissional e tudo que quero realizar. Mas continuo ouvindo que eu ‘tinha’ que ‘voltar para telinha’. Minha hipótese é que isso venha de uma ideia (muito comum) de que ser ‘ator famoso’ é o sonho de qualquer pessoa. É como se eu fosse obrigada a ‘aproveitar a oportunidade’, já que eu tive. Mas eu tenho direito, assim como todos vocês têm, de dizer não, mesmo que para algo que pareça muito legal para todo mundo”, afirmou.
E não parou por aí. “Decidi falar disso porque esses comentários me fazem pensar no quanto a pressão social pode tornar ainda mais difícil migrar de carreira e/ou escolher uma carreira que os outros acham menos legal/nobre/estável/com status. Você tem direito de não querer algo que te dá dinheiro, mas faz sua vida não ter sentido, ou que te dá poder, mas trouxe crises de pânico, que seria o sonho de muitas pessoas, mas te faz sentir vazio e/ou sujo. Você tem direito de mudar de ideia sobre algo que sempre quis. Não precisa se resignar a viver distante do seu desejo mais profundo só por medo. Não dá para se afobar, agir por impulso e meter os pés pelas mãos, mas dá para, aos poucos, planejar e construir um futuro mais próximo do que você deseja. Se não der, que seja por outros motivos, que estão absolutamente fora do seu controle, e não por puro medo de decepcionar pessoas. Vão te pressionar, sim, vão dizer que você é louco, mas louco é quem me diz que não é feliz e desiste da própria autenticidade para viver seguindo as expectativas dos outros”, concluiu. Falou e disse!















