Siga-nos:
CARREIRA

Cecilia Seligmann e o sucesso inconteste do L’Ô

15 de fev. de 2018 - 11:46

Se você mora em Fortaleza, muito provavelmente já deve ter ido ou pelo menos ouvido falar de alguma festa no L’Ô Restaurante. Esta coluna até ousa apostar que os comentários que chegaram ao seu ouvido remetem à excelência, imponência e ao luxo de um ambiente onde o requinte parece nunca ter fim. Por trás do sucesso do L’Ô, está a determinação empresarial de Cecilia Seligmann, que nos recebeu para uma entrevista exclusiva! Acompanhe:

O L’Ô é um sucesso inconteste. De que forma você explica tamanho êxito?

Fico, primeiro, muito feliz em escutar esta frase! Acho que é uma mistura de fatores, como inovação, criatividade, amor ao trabalho, sorte, mas o principal com certeza é o trabalho duro, não só o nosso, mas de toda a equipe do L’Ô!

Qual o maior desafio de se trabalhar com restaurante de luxo?

O maior desafio é com certeza fidelizar o público, que é exigente, e a constante inovação para as pessoas sempre quererem voltar!

Qual o maior diferencial que você apontaria entre o L’Ô e os demais restaurantes de Fortaleza?

Acho que o espaço físico, que, apesar de ter dez anos, continua sendo moderno, aconchegante e imponente, o serviço cortês e discreto, mas, sobretudo, a gastronomia.

Como você atua empresarialmente para se consolidar e fidelizar a clientela?

Acho que a inovação é uma diretriz que sempre tivemos no L’Ô, e nós da diretoria incentivamos sempre a equipe na busca do novo, principalmente na gastronomia, mas também nos eventos culturais e gastronômicos que fazemos no restaurante.

As festas no L’Ô são bastante elogiadas pela excelência em todos os sentidos. De que forma sua equipe se molda para atender a diversos públicos em eventos distintos?

Acho que o principal é uma conversa longa com o cliente para saber a expectativa, o estilo, a “cara” que o evento vai ter, entendendo isso fica muito mais fácil acertar nos detalhes e fazer com que realmente o cliente tenha a festa que sonhou!

De que forma o L’Ô sentiu os efeitos da retração econômica nacional?

Acho que o mercado de eventos de uma forma geral sentiu a retração, realmente existe uma forte crise, as pessoas estão com medo de investir mesmo com disponibilidade financeira, pois não sabem o que vai acontecer, então fazem eventos menores, as negociações são mais apertadas. Tivemos que adaptar os orçamentos a esta nova realidade, enxugando um pouco tudo.

E como o L’Ô mantém a saúde financeira e o planejamento focado em investimentos?

É o controle básico de gastos, controle de estoque e equacionar as margens para a venda.

O que mais gosta de fazer nas horas livres?

Adoro praia! Todo final de semana, tem banho de mar em família. Gosto muito de caminhadas no final de tarde pela Beira Mar e no quebra mar, onde você vê, de um lado, um por do sol incrível e, do outro, a lua nascendo. Adoro encontrar amigos para tomar um bom vinho também e viajar sempre que possível!

Como divide o tempo entre lazer, trabalho e família?

Tenho três filhos de idades 12, 10, 5, que são ainda pequenos. Então, tem sempre um tempinho especial para eles, para ajudar com coisas da escola, atividades etc. Mas, hoje em dia, a tecnologia ajuda, e você consegue resolver muitas coisas estando em casa também. Procuro ter momentos só meus também de conversas com amigas, atividades físicas, que tornam a vida mais leve e momentos de casal também! Mas a verdade? Acaba faltando tempo para tudo!

Como cuida do corpo e da mente?

Tento fazer atividade física quatro vezes por semana, entre caminhadas, corridas e funcional. Faço yoga pelo menos uma vez por semana. Também faço acupuntura, RPG, e, quando dá tempo, massagem.

Quais seus artistas preferidos?

Adoro MPB, Caetano, Gil, Chico. E gosto muito das bandas U2, Coldpaly, DepecheMode. Gosto de músicas em espanhol e francês também.

Qual a importância da fé em sua vida?

Ter fé, seja ela qual for a sua religião, é muito importante, pois faz com que a vida tenha um propósito maior. Sou católica, rezo diariamente com meus filhos, que estudam em escola católica, mas também simpatizo e respeito outras religiões. Acho importante o que se tem dentro e a forma que você expressa isso cada um tem a sua, o importante é ter fé e fazer o bem.

Como cidadã, de que forma analisa a atual situação do País na conjuntura política?

Estamos vivendo um momento muito difícil no Brasil, já que a desonestidade passou a ser normal, e parece estar incrustada na nossa sociedade. É muito triste ver como os políticos jogaram no lixo oportunidades de ouro do Brasil crescer economicamente, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Fico revoltada! É muito egoísmo. Morei muito tempo na Europa e, estando lá e comparando os recursos, sempre acreditei que o Brasil tinha um enorme potencial em tudo: turismo, indústria, comércio, energia, construção, natureza. Achei que, algum dia, o País chegaria a ser uma grande potência. Nosso País é lindo e imensamente rico. Diferente da Europa, ainda tem muito o que ser feito, mas, se a mentalidade não mudar, infelizmente o Brasil não vai para frente! Acho que precisa de alguma mudança muito radical para o País voltar a caminhar.

Para o futuro, quais os seus maiores desejos?

Que meus filhos cresçam e se tornem adultos felizes, de preferência em um mundo melhor, mais humano. Continuar empreendendo e fazendo a diferença aqui no Brasil nem que seja um pouquinho.

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade