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REFERÊNCIA

Jório da Escóssia: excelência odontológica

27 de nov. de 2017 - 19:21

A entrevista de hoje da Coluna Frisson é com um dos mais importantes profissionais do ramo de Odontologia da América Latina. À frente do segundo hospital odontológico do continente, Jório da Escóssia é referência em sua área de atuação. Pé no chão, peculiar olho empresarial e coração solidário, ele recebeu a nossa equipe para uma entrevista, durante a qual relembrou fatos da carreira, conquistas acadêmicas e muito mais. Acompanhe a seguir:

Quem conhece o senhor sabe que o senhor é um dos últimos profissionais a saírem da Clínica Jório da Escóssia. Por quê?

Tem um ditado nordestino que diz: “quem engorda o gado é o olho do dono”. Sou o primeiro a chegar à clínica, almoço quase todos os dias lá e sou, com certeza, o último a sair. Isso é fazer o que a gente gosta.

Realmente! E como surgiu o interesse pela Odontologia?

O meu pai é dentista. E eu sempre gostei muito da área. Sempre acompanhei, sempre ia ao consultório dele. Ele me incentivou muito a traçar a área, tanto que, para ele, foi até uma surpresa no dia que eu realmente decidi, pois, até então, eu estava de stand by com ele, que nunca me perguntava, nunca me cobrava. E ele me disse “Jório, se você quer realmente fazer Odontologia, saiba que você vai carregar um peso muito grande, porque eu tenho uma certa posição e você vai ter que manter igual ou até mesmo melhor”. Eu segui essa linha e, hoje, já tenho frutos disso, que é a milha filha, a Natália, que é ortodontista.

Bacana! Lá na sua clínica, são muitos os quadros de importantes cursos feitos ao longo da carreira, incluindo o de Harvard. Fala um pouco para a gente!

Tudo que está lá corresponde a apenas uma parte. Eu fui fazer um Continue Education em Harvard, a convite da própria universidade, com um grupo de 17 pessoas da América do Sul. Foi muito bom! Na verdade, foi a partir daí que, nesses últimos anos, começou a ser utilizada a engenharia genética para os enxertos ósseos. Até então, quando chegava algum paciente desdentados totais, nós éramos obrigados a tirar o osso de alguma área intraoral ou nas grandes reconstruções, da calota ou do ilíaco. Nesses oito anos, já temos próximos de 200 pacientes reabilitados, com resultados fantásticos, quando a gente não precisa tirar osso de lugar nenhum.

Sua clínica é referência hoje em todo o Brasil...

Somos o segundo hospital odontológico da América do Sul e temos uma estrutura de 4.000 metros de área construída. Temos uma ala médica e uma ala odontológica. Atualmente, o paciente não precisa sair daqui para nada.

Jura?!

Sim. Temos laboratório próprio, onde toda a nossa prótese é feita lá dentro. Com um controle de qualidade nosso, muito grande e exigente. Temos um bloco cirúrgico, com duas salas cirúrgicas, uma sala de recuperação, uma central de esterilização, uma sala de recuperação com dois leitos e quatro apartamentos.

E a área médica?

A nossa área médica tem hoje 17 profissionais. Vamos inaugurar em breve uma clínica onde será possível realizar colonoscopia e endoscopia. Na verdade, estamos tentando transformar toda nossa estrutura em um complexo médico e odontológico, onde o paciente, se quiser, terá condições de fazer um check up lá.

Bacana! Doutor Jório, sabe-se que sua clínica é frequentada pela high society e também por celebridades...

Sim, com certeza. A gente não pode enumerar todas por conta da parte ética. Algumas gostam de certa restrição, e nós precisamos respeitar. Tem uma que eu gosto demais dela e posso falar: a Melissa Gurgel, que foi nossa Miss Brasil. Uma menina muito simpática, muito bonita, um sorriso belíssimo.

E que faz diferença um belo sorriso, não é?!

Faz. Faz toda diferença. Um belo sorriso é um excelente cartão de entrada, que expressa alegria, bem-estar, saúde e cuidado consigo mesmo. Se alguém não cuida bem dos dentes, certamente não tem muito cuidado com o resto do corpo. Nós, inclusive, fazemos parte do Dentista do Bem.

Como funciona esse projeto?

São 10 pacientes, que tratamos desde crianças de escolas públicas a partir de uma triagem e que fazemos acompanhamento até a adolescência, com tudo custeado por nós. Além disso, a cada dois meses, pegamos alguns casos de pessoas carentes que nos procuram, pois não têm condições de fazer um tratamento. A gente bota esses casos em reunião com todo o nosso grupo para ver quem pode ajudar e de que forma. A gente acaba fazendo esses trabalhos e solucionando. Não são todos os casos. A gente precisa saber selecionar.

Para finalizar, como se sente ao realizar um ato tão nobre?

Eu posso dizer que é muito legal fazer o bem! Para mim, é nota dez terminar um tratamento de uma pessoa que a gente sabe que não teria condições de realizá-lo e sair com o sorriso que ela sempre sonhou. Chega a emocionar! É dando que se recebe. Só em a gente se preocupar com o próximo, a gente já está ganhando.

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