Vilmar Ferreira: um líder a se espelhar
A Aço Cearense é a maior empresa independente de aço do Brasil. Atrás de uma trajetória de quase 40 anos de sucesso, está Vilmar Ferreira, uma figura única, que nos concedeu a honr
A Aço Cearense é a maior empresa independente de aço do Brasil. Atrás de uma trajetória de quase 40 anos de sucesso, está Vilmar Ferreira, uma figura única, que nos concedeu a honra de uma entrevista, onde falou sobre a carreira e a vida em família. “A minha vontade sempre foi de crescer e vencer na vida. Sempre me considerei um instrumento de Deus. Vir de uma família de 13 irmãos, sou o quarto. E buscar fazer coisas diferentes. Tenho prazer em fazer o bem”, contou. Acompanhe:
Vamos começar falando do documentário que retrata sua vida nas telonas...
É isso mesmo! Foi um documentário que decidiram fazer sobre mim. Eu acho legal a gente contar a nossa história. É um depoimento que eu dei para os novos empreendedores de hoje. Então, foi importante, foi válido.
O senhor sente orgulho de sua trajetória?
Quando eu lembro que, aos 15 anos, tinha que acordar de madrugada e matar um porco de criação sozinho e sair vendendo nas costas do jumento. Na época, a gente não percebe, mas, depois, vê que fez a diferença. Isso é motivo de prazer e de orgulho da gente. Acaba sendo exemplo para os filhos, os netos, os jovens, a nova geração.
A cobrança sempre foi forte?
Não, eu nunca fui cobrado.
Sério?!
Sim. Meus pais não me cobravam porque nunca precisaram cobrar. Mas eu me cobrava por mim mesmo. Desde criança, fui sempre espirituoso. Sempre gostei do trabalho. Eu me divirto trabalhando. A minha vontade sempre foi crescer e vencer a vida.
E a fé?
Eu sempre me considerei um instrumento de Deus. Você vir de uma família de 13 irmãos, ser o quarto e se destacar assim, de querer buscar fazer coisas diferentes. Sempre fui muito religioso. Desde criança, gostava de catecismo, de ler a Bíblia, ir à missa e me confessar todos os meses. Eu acho que, entre meus irmãos, me dediquei um pouco mais e me espelhei mais em meus pais. Lá no interior, eu estudei até a sétima série. Aqui (em Fortaleza), não estudei, pois não tive tempo. Mas o meu esforço foi de estar batalhando e buscando aprendizado. É como diz aquele ditado, a vida é dura para quem é mole. É mais ou menos isso, não é?
É, sim! E qual sua maior motivação?
Servir. Adoro servir! Ajudar as pessoas... Eu tenho prazer em fazer o bem a alguém. É meu espírito desde menino. De ajudar meus pais, meus irmãos, minha família. Viemos todos do interior e, hoje, estamos todos bem. Alguns moram aqui ainda. Outros moram fora. Eu gosto muito quando recebo algum cliente ou parceiro que vem me falar que está muito bem depois que passou a trabalhar em parceria com a gente. Isso eu acho legal!
Qual seu maior sonho, seu Vilmar?!
Meu sonho é ver todo mundo bem. É ver o País bem. Ver o País e a economia crescerem. É ver 12 milhões de desempregados no Brasil voltarem a trabalhar.
Falando em Brasil, qual sua receita para superar a crise?
Determinação e acreditar. Disposição também. E você ter equilíbrio emocional. É claro que o governo pode ajudar muito. Se o governo fizer o serviço bem feito e tirar o País da crise, que, na minha opinião, era política, mas, já que a crise veio, com a taxa de juros diminuindo, isso ajuda muito. Eu estou muito motivado e acreditando muito. Eu já estava acreditando. E, agora, com essa decisão de reduzir os juros, isso me deu um ânimo muito grande.
E o que senhor tem a dizer de ser sucedido na Aço Cearense pela filha Aline?
Antes, eu tinha a ideia de o filho mais velho me suceder. Mas ele é mais da área industrial. E a Aline é mais dinâmica, veio conquistando seu espaço dentro da empresa, começou na área comercial. Foi crescendo e ganhando espaço. Então, por decisão do conselho e dos outros filhos, ficou escolhido que Aline tem mais desenvoltura. A ideia machista de que o filho homem deve suceder mudou. Eu acho que a mulher deve buscar esse espaço. Eu vejo que as mulheres vêm crescendo de forma geral, isso é bom.
O senhor passou por muitas adversidades na empresa?
A gente teve muitas crises. O importante é quando você vence todas essas crises. E, agora, estamos vencendo mais uma. Então, quando você vence a primeira, a segunda e a terceira, é porque você já está amadurecendo. Então, acredito que a gente aprende e sai amadurecido com as crises.
Para finalizar, como é Vilmar Ferreira como avô?
Sou muito trabalho, muito empresa. Agora, eu também me divirto. Mas devo confessar que meu excesso de responsabilidade me absorve muito. O cansaço e a responsabilidade me consomem tanto, que, quando sobra um tempinho, quero tirar para mim! Eu pretendo me aproximar mais deles em breve.
















