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ENTREVISTA

Eberth Santos: o outro lado das festas

06 de dez. de 2013 - 09:00
Eberth Santos: o outro lado das festas

Aos 45 anos, com 22 deles dedicados ao mundo do entretenimento, Eberth Teles Santos é um dos responsáveis pelo sucesso da D&E Entretenimento, empresa que ajudou a fundar ao lado do irmão, Douglas. Em uma conversa franca e descontraída à coluna Frisson, ele fez jus à fama de empresário objetivo e que prioriza os resultados: com respostas diretas e raciocínios lógicos. “Temos uma empresa bem profissionalizada, acreditamos que, assim, damos uma longevidade segura para a mesma”, afirmou.

Eberth Santos ainda falou das dificuldades superadas, da forma como a D&E dribla as ações da concorrência, da maneira como administra o tempo entre os negócios e a família e de como age para atender aos anseios de um público cada vez mais plural e exigente. “É um mercado muito ativo que precisa de muito foco, para tanto 24 horas por dia se torna pouco”, declarou.

Confira a seguir:

Qual o ponto mais agradável e o mais desagradável de se trabalhar na área de entretenimento?

Agradável é perceber a felicidade no rosto das pessoas quando estão curtindo nossos eventos. Desagradável é nem sempre acertar na oferta de atrações para o público.

Todo começo de trabalho, seja em empresa de pequeno ou grande porte, requer planejamento e, sobretudo, foco para driblar as adversidades. Quais as principais dificuldades superadas no início da carreira?

A falta de recursos financeiros limitou bastante nosso avanço inicialmente.

O grupo D&E está consolidado no mercado, promovendo grandes eventos e atuando em várias áreas. Qual o mecanismo utilizado para se manter sempre de forma ativa no mercado?

Seriedade, esse é nosso amuleto. Nossos pais nos deram este presente desde pequenos e, até hoje, nos mantemos firmes nesta linha.

Como a empresa dribla as adversidades recentes ocasionadas pelos números pouco satisfatórios da economia brasileira?

Diversificamos nossos negócios.

Por ano, a D&E assina, direta e indiretamente, quantos eventos? Foram quantos em 2012? Qual a meta para 2013? Qual planejamento para 2014?

Temos parceria com várias empresas do segmento, isso nos dá a condição diferenciada de assinarmos muitos eventos. Acredito que, numa média geral, tenhamos feito algo em torno de 60 eventos no ano.

Eventos de axé, forró, funk, samba, pop e rock mexem com gostos diversos e públicos distintos. Como a D&E trabalha para manter o padrão de qualidade em um cenário de clientes tão heterogêneos?

Primeiro, entendendo bem cada nicho, e, para isso, fizemos fusões com a A3 Entretenimento e a SB Produções.

Como a empresa dribla as ações da concorrência?

Com muito trabalho.

Vivemos em um estado e em uma região onde o forró é mais que um ritmo musical: é uma expressão cultural da nossa gente. Como a D&E atua nesse sentido?

Neste mercado, atuamos com a produtora 7 tons, fusão da D&E, A3 e SB. É um mercado muito ativo que precisa de muito foco, para tanto 24 horas por dia se torna pouco.

Qual a sensação de trabalhar ao lado do seu irmão?

Sempre muito gratificante, entendemos bem o limite um do outro e encontramos nisso o diferencial da grande sociedade.

Quais as principais características de uma empresa familiar? De que forma a direção da empresa pode evitar os conflitos no ambiente de trabalho?

Eu e o Douglas fomos educados em empresa familiar e, sem dúvida, é um ambiente muito conflituoso, pois tem em suas características o paternalismo, que atrapalha bastante o desenvolvimento do negócio. O ideal para diminuir os conflitos é profissionalizar todos os membros da empresa.

Quais as vantagens e as desvantagens de se manter um negócio em família?

A família é sempre acolhedora. Acho isso adorável.  O lado da desvantagem é que, quando necessita ser tomada uma decisão que vai de encontro aos anseios familiares, dificulta o processo decisório.

Qual área de maior dificuldade de atuar em uma empresa familiar?

Recursos Humanos e Financeiro.

Com a experiência adquirida na carreira, alguns empresários focam apenas nos resultados finais, deixando as etapas básicas para pessoas de confiança. É assim com você?

Hoje, temos uma empresa bem profissionalizada, acreditamos que, assim, damos uma longevidade segura para a mesma.

Trabalhar com entretenimento quase sempre significa dedicar horas do dia ao planejamento e boa parte da noite a acompanhar o resultado final e a execução das tarefas. Ou seja, muita dedicação e entrega. Como dribla o tempo entre trabalho e família?

É sempre difícil, mas procuro sempre estar com eles.

O que mais gosta de fazer nas horas vagas?

Estar com minha família.

Se você não trabalhasse com rádios e eventos, qual área você sonharia em trabalhar?

Com rádios e eventos. Amo o que faço!

Vamos ao momento bate-volta-rapidinho!

Um sonho... Ver o nosso País menos corrupto.

Um defeito... Me cobrar muito.

Uma ambição... Continuar tendo a alegria de uma criança.

Lugar para viajar... Praia.

Uma qualidade... Respeitar os outros.

Viver é... Sorrir.

Deus... Força.

Família... Aconchego.

Amigos... Sempre bom tê-los do lado.

Defina Betinho Santos... Difícil de falar, prefiro deixar em aberto (risos).

Voltando à entrevista. Vamos à parte final. Qual a meta da empresa para a próxima década?

Atuamos em vários segmentos, e nossa meta é ter todas as empresas em franco crescimento.

Por fim, qual contribuição espera deixar para a empresa?

Meu legado é mostrar que só com suor chegamos a algum lugar.

Confira mais entrevistas em nossa coluna

Fotos: Lino Vieira

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