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Charmoso, sarado e irreverente. Essas são algumas características de Rafael Cortez, que ganhou o Brasil com seu talento e carisma através do programa Custe o Que Custar. Agora, o rapaz caminha com as próprias pernas em uma atração na Rede Record de Televisão - o Got Talent Brasil, sucesso de audiência e repercussão.
O jovem de 37 anos, mas com corpinho de 17 e carinha de adolescente, começou a carreira como cabo-man há 16 anos. “Passei por coisas pavorosas, como ser assistente de palco em programa bagaceiro de TV. Dei um intervalo de sete anos sem fazer nada em TV e voltei em 2008, com o CQC. Mas dessa vez com a cara no vídeo, não mais nos bastidores”, revelou.
Em passagem por Fortaleza para apresentar seu espetáculo de humor De Tudo Um Pouco, Rafa bateu um papo descontraído com a Frisson, que você confere a seguir.
Como foi a entrada no mundo do humor?
Basicamente foi através do CQC. Antes, eu até fazia humor em teatro, especialmente para crianças, mas viver profissionalmente, também do humor, foi algo que rolou depois que entrei no CQC.
Qual foi a reação da família ao saber que você iria enveredar pela área artística?
Minha mãe não gostou muito, e meu pai não se importou demais. Mas minha mãe suplicou que eu tivesse bom senso e garantisse um diploma em um curso mais estruturado. Ela me convenceu e estabeleci como meta me formar em Jornalismo, que eu gostava. Hoje, acho que minha mãe me deu um ótimo conselho, apesar de eu não ter gostado na época.
Depois da primeira edição do Got Talent Brasil, quais seus planos na Record?
Tenho um outro projeto na emissora, mas ainda não posso abrir nada dele... Tudo a seu tempo!

Após uma temporada na Band, como está o trabalho na nova emissora?
Muito bacana. Eu gosto demais de fazer o Got Talent. Gosto da equipe, da produtora, da emissora. Tem sido um desafio maravilhoso e eu tenho adorado cumprir. Pena que já está acabando...
Sobre o humor, você acha que há algum tipo de limite na piada?
Costumo responder a essa questão dizendo que deveria haver um limite no "politicamente correto". Está virando um patrulhamento ideológico chato e antiquado. E incompatível com o século XXI. Em 1980, acredite, o humor brasileiro estava mais sofisticado do que hoje.
Dentre os humoristas consagrados, qual ou quais os que você mais admira?
Sempre ri muito com o Mauro Gonçalves, o saudoso Zacarias. Eu era muito fã do Mussum também, muito. Lá fora, tem o Carlos Villagrán no México, o "Quico" do Chaves. Ele é incrivelmente bom. E Michael Richards, o "Kramer" da série Seinfeld. Sensacional, sensacional!
E entre os da nova geração, qual seu ou seus preferidos?
Danilo Gentili é o meu predileto. Um gênio, e com um coração enorme. Mas também estou muito fã hoje do Fábio Porchat.
Você acha que o Stand-Up já atingiu seu ápice ou irá se reinventando?
O Stand-Up teve uma fase de ouro entre os anos de 2009 e 2011. Foi maravilhoso, e tenho orgulho de ter feito parte dela. Os shows eram inacreditavelmente cheios e o público delirava. Lamento que, naquele momento, meu show não fosse bom como creio que ele hoje é. Mas o gênero se reinventará, como todo e qualquer outro gênero que venha a estar na moda. O fato é que, reinventado o Stand-Up, apenas restarão os bons. E esses são poucos.
Sobre mulheres... Você está solteiro? Qual seu tipo preferido de mulher?
Ainda estou solteiro. Mas corram. Tô começaaaaaando a juntar os trapinhos de novo, haha!
Aqui em Fortaleza, temos sol o ano inteiro. Qual sua praia preferida no Ceará?
Jeri. Sem dúvida. Já fui muito feliz em Jeri.













